O “conquistador” espanhol Cortez, navegando por “mares nunca dantes navegados”, conquistou o Império Asteca (atual México) no século XV, desenhando assim um dos mais notórios símbolos da colonização europeia em solos americanos.

Porém agora a vingança americana nesta copa do mundo de futebol é saborosa. Os americanos, sobretudo os do sul, mas com a ajuda da surpreendente Costa Rica, e do acalorado México, devolveram esteticamente as conquistas bélicas dos europeus.

Em termos de torcida, e batalha dentro das quatro linhas de campo, é agradável ouvir o vigoroso espetáculo sonoro dos hinos nacionais cantados a pleno pulmões por jogadores e torcidas, bem como ver a aguerrida entrega ao jogo de um verde México, de um azul Uruguai, de um vermelho Chile, de uma amarela Colômbia. A também azul Argentina e a seleção canarinho, na primeira fase da copa, deveram em termos futebolísticos de equipe, por serem excessivamente dependentes de um único jogador, Neymar e Messi.

Esta até agora bela copa do mundo, antes de ser no Brasil, é na América do Sul. Vai deixar-nos saudosos quando findar.