Nessa semana, Fantine Tho voltou a chamar a atenção de seus fãs. Integrante da extinta girlband Rouge, a brasileira participou do The Voice of Holland, a versão original do reality show que faz o maior sucesso pelo mundo, e o resultado não poderia ser outro: foi aprovada por três jurados e está classificada para a próxima fase da competição. Veja a performance:

Fantine se mudou para Holanda em 2007, dois anos após o anúncio do fim de seu badalado grupo. Casou, teve uma filha, fez alguns experimentos musicais na cena underground, voltou ao Brasil para um breve reencontro com as amigas do Rouge, divorciou e agora quer conquistar o mercado europeu com seu trabalho. “As pessoas prestigiam, escutam, respeitam e apoiam mais quem elas veem na televisão. O programa é uma espécie de entrevista de trabalho, compartilho meu currículo e me apresento ao público”, disse a cantora ao blog.

No bate-papo, ela contou que não abandonou a música ao fim do Rouge, como foi voltar a uma competição na TV após ser vencedora de um dos principais reality shows no Brasil e também explicou de que maneira seus fãs podem ajudá-la a seguir no The Voice. Veja a entrevista completa abaixo:

O que te motivou a participar do programa?
Fantine: Conversas e conversas com amigos e um ótimo incentivo da direção do programa. Me inscrevi em todas as temporadas, para todas fui convidada, não compareci a nenhuma. Até que decidi parar de hesitar e começar a arriscar profissionalmente novamente. Minha intenção é abrir portas e fazer meu nome na Holanda para realizar o que tenho em mente musicalmente. As pessoas prestigiam, escutam, respeitam e apoiam mais quem elas veem na televisão. O programa é uma espécie de entrevista de trabalho, compartilho meu currículo e me apresento ao público. E como me separei, minha primeira reação foi voltar ao Brasil. Quando percebi que minha filha cresceria sem o super pai que ela tem e que viver no Brasil é difícil e caro demais para um cidadão de classe média, voltei para o primeiro mundo decidida a dar tudo de mim profissionalmente para ser uma mulher independente e realizada. Só assim consigo ser a super mãe que quero ser e a Fantine que sempre fui.

Seu reencontro com as meninas do Rouge no ano passado, no reality show Fábrica de Estrelas, tem algo a ver com sua vontade de retomar a carreira musical?
Fantine: Reencontrar o Rouge me inspirou muito. No entanto, nunca deixei a carreira musical. Fui para o underground. Continuei compondo e gravando em parceria com músicos fantásticos, como Jean Dolabella, Clay Perry e meu irmão, John Tho. Tive meu CD produzido pelo Joost van den Broek e faço shows com músicos prestigiados na Holanda. Ganhei concursos com minhas composições e fiz trabalhos para o WAAD – Dia mundial da conscientização do Autismo. Enfim, sair da mídia não é abandonar a carreira. Deixei de ser comercial por um período pra me desenvolver artisticamente e me conhecer melhor.

Qual sua relação com a música Leave The Light On? Por que a escolheu? Pergunto isso porque Beth Hart é pouco conhecida pelos brasileiros.
Fantine: Beth Hart tem bastante público na Holanda, mas também é pouco conhecida aqui. A canção abrange graves e agudos, voz de cabeça e peito, melodia maravilhosa, dramática, profunda, intensa e pop, além da letra contar uma parte da minha história também. Embalagem perfeita. Me identifico muito com o trabalho dela. Gênero musical, Rock/Blues, personalidade no palco, instrumentista, compositora, dócil e agressiva. Ela acabou de gravar com o Joe Bonamassa, que lembra muito meu irmão. Vários detalhes que se enquadram. Meu sonho é tocar com ela.

No vídeo, deu para ver que você ficou muito surpresa ao ser aprovada por três jurados. Mesmo tendo vencido o principal reality show musical no Brasil e ter feito grande sucesso por aqui, ainda se sentiu insegura?
Fantine: Nossa, chorei a noite toda. Detesto me ver na TV. Acho que corrompe toda a experiência interna. Não curto me ver dentro de embalagens, prefiro reviver o momento como realmente foi. E, claro, não é porque fiz sucesso no passado que me garanto no presente. Com certeza é motivo de orgulho e confiança, a experiência também ajuda muito, mas isso não garante sucesso. Passado é passado! Quando vejo o nível dos outros talentos penso que deveria ter procurado emprego na produção (risos). Já é uma grande vitória chegar onde cheguei.

Já pensou nas músicas que cantará na próxima fase? Tem alguma do Rouge que você pensa apresentar?
Fantine: Engraçado, perguntaram se gostaria de cantar Underneath Your Clothes em uma das peneiras, mas Beth Hart acabou sendo mais forte. Já sei qual será a próxima canção, mas não posso contar.

Por falar em Rouge, os fãs ainda sonham com uma turnê de despedida. Ela vai acontecer?
Fantine: Estamos trabalhando pra que alguma coisa saia. Tem que sair, né?

Para finalizar, o que seus fãs brasileiros podem fazer para te ajudar a vencer o reality?
Fantine: Vencer é muito otimismo, mas compartilhar os videos no YouTube e comprar os singles ajuda bastante. Não só do material do The Voice, mas meu próprio trabalho. Além disso, movimentação nas redes sociais, como o Twitter e minha minha página no Facebook (www.fantinetho.com). Na verdade, sou mais feliz se curtirem o som sem que eu precise cobrar (risos).