Ex-aluno da FAAP desenvolve campanha de doação de máscaras para integrantes de comunidades e abrigos da cidade de São Paulo

(Divulgação: FAAP)

#respiroparavida: Indivíduo pensando no coletivo. Este é o nome da campanha idealizada por Douglas Lee Harris, que pretende produzir mais de 6 mil máscaras de proteção contra a COVID-19, a serem doadas para comunidades e abrigos da cidade de São Paulo.  Proprietário de confecção de roupas femininas, a @douglasharris, o executivo conta que a ideia surgiu logo após o início da quarentena decretada no Estado de São Paulo, em meados do mês de março.

“A doença faz você parar de respirar e foi nessa linha que nasceu a ideia. Dentro deste movimento global de ajudar, vi que minha parte poderia ser por meio das máscaras, então consultei alguns funcionários e montei um grupo pequeno, incluindo modelistas e cortadores”, explica Harris.

Como já atua com algumas confecções, a ideia é enviar para algumas costureiras voluntárias um kit completo, para ser confeccinado, contendo o tecido cortado, elástico e linha. Junto com as máscaras também irá um material impresso explicando como a máscara deve ser utilizada, manuseada e lavada.

Inicialmente, o projeto teria como sua maior fonte os tecidos já disponíveis na fábrica e os funcionários voluntários. Mas, como há necessidade de embalagens e outros materiais para fabricação, Harris iniciou uma campanha de arrecadação online pelo site www.catarse.me/respiroparavida. Paralelamente, chegaram outras contribuições, como as de voluntários e de uma fabricante de malha, que doou 500 quilos de tecido, o que deve gerar cerca de  20 mil máscaras. “Estamos caminhando e vamos seguir porque sabemos este é caminho”, destaca.

Ex-aluno do curso de moda da FAAP e vencedor do FAAP MODA em 2009, Harris também está trabalhando o projeto com a instituição, que já possui um histórico de atuação por meio do FAAP Responsabilidade Social. Através da entidade Fala Mulher, que trabalha com mulheres que sofreram violência doméstica, irá fornecer tecidos já cortados no formato de máscara, para que elas possam costurar e vender o acessório como uma fonte de renda. A expectativa é chegar a mil máscaras. A atuação também irá atingir a comunidade Jardim Panorama, atendida pela FAAP, que receberá máscaras prontas.

“É muito gratificante apoiar esse tipo de iniciativa. Além da ajuda em si, é um sinal de que esses ex-alunos se tornaram profissionais éticos e solidários e que nossa atuação na formação não desenvolve só aspectos técnicos, mas o lado mais humano e consciente das desigualdades sociais de nosso País”, destaca Andrea Sendulsky, coordenadora do FAAP Social.

“O Douglas teve sempre um tino para negócios, sem se esquecer da sua responsabilidade como gestor de equipe e sua atuação social. É muito bom saber que, por meio da moda, pode mostrar as variáveis do segmento, que certamente vem contribuindo para amenizar um pouco este cenário da pandemia que vivemos”, destaca Camila Rossi, coordenadora do curso de Moda da FAAP.

“A pandemia está nos ressignificando como seres humanos. A moda está dentro deste meio, voltando para ser funcional, a começar com o uso da máscara, um acessório necessário para todos nós”, Harris.