Formadas em Moda pela FAAP, Amanda Gomes, da Satya, Rafaela Henrique, da Orikin Jewels, e Tatiane Gasparin, da Enif, encontraram um nicho de mercado para atuar.

À frente de suas marcas próprias, as três empreendedoras contam um pouco dessa experiência na terceira reportagem da série Moda Empreendedora.

Beachwear

Amanda Gomes é a criadora da marca de beachwear Satya, que conta em sua história com desfiles na New York Fashion Week (NYFW). Formada em Moda pela Santa Marcelina, pós-graduada em Negócios e Varejo de Moda pela FAAP e vencedora da iniciativa Empreenda FAAP de 2019, a estilista e empreendedora traz para o mercado de moda algo inovador e único: a combinação de poliamida biodegradável e do tingimento natural.

Premiação Desafio Empreenda FAAP 2019. Vencedora Amanda Gomes. Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

 

Sua marca nasceu dos princípios do Budismo, incorporados na estética e nos valores e técnicas. Por meio de um design minimalista e da crença no karma ambiental, a Satya procura atender um nicho de clientes do mercado de luxo que busca um produto de qualidade sustentável.

Para ela, ter feito pós-graduação a ajudou a ter a uma visão de business, principalmente por meio das disciplinas de finanças, administração e marketing digital. “É tudo que a gente vê no mercado, aliado com a indústria de moda”, destaca. Sobre o Empreenda FAAP, a estilista comenta que aprendeu muito sobre resolução de problemas, o que a ajudou a identificar a falta de um produto no mercado de luxo com viés sustentável.

Satya Beachwear. Backstage Brasil Eco Fashion Week. Foto: Reprodução/ Instagram

 

Em um ano de marca, Amanda teve suas peças em desfiles no NYFW, deu palestras de moda sustentável na ONU e foi convidada para eventos de moda pela Europa.  “Lá fora, a marca ascendeu muito. Somos moda praia brasileira com uma super referência no mercado internacional”, comemora.

Joias de papel

A designer e empreendedora Rafaela Henrique, de 24 anos, formou-se em Moda na FAAP em 2018. Hoje, é a mente por trás da Orikin Jewels, marca especializada em joias feitas em papel e recobertas por resina, que nasceu do seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) na faculdade.

Rafaela Henrique. Foto: Reprodução/ Arquivo Pessoal

Antes da graduação, Rafaela acreditava que iria seguir carreira ligada à comunicação de moda, produção e styling, porém, ao conhecer as aulas de joalheria, ministradas pela professora da FAAP, Camila Rossi, descobriu sua paixão. “Me encontrei 100% no mundo. Sentei na bancada e comecei a confeccionar os acessórios, quase como uma terapia, por isso fiz meu TCC nessa área. Foi onde nasceu a Orikin”, lembra, acrescentando que considera o  TCC da FAAP muito complexo, sendo um diferencial da instituição, uma vez que a faculdade prepara para o mercado.

Brinco Ballonné, Orikin Jewels. Foto: Reprodução/ Instagram

 

A designer desenvolve suas joias em papel, o que, de acordo com ela, a permite criar o que quiser. Ao papel, adiciona uma camada de resina, para que tenha durabilidade e um aspecto de pedra preciosa.

Além de criar, a designer também cuida da gestão da empresa. “Na FAAP você tem um livre arbítrio muito grande para criação e um estímulo para que desenvolver uma marca. Em relação ao empreendedorismo, as aulas e iniciativas foram algo que fizeram toda a diferença na minha vida profissional. É o que me incentiva até hoje. É possível ver grandes marcas do mercado que têm por trás um ex-aluno da FAAP. Eles estimulam a singularidade e esse autoconhecimento profissional. E é o que o mercado precisa: um olhar mais prático, sensível e novo”.

Moda infantil

Tatiane Sant’Anna Gasparin, formada em Moda na FAAP em 2017, ingressou no curso imaginando que trabalharia como figurinista, no entanto, quando entrou em contato com as áreas de moda infantil e estamparia, percebeu que seriam suas verdadeiras paixões.

Tatiane Sant’Anna. Foto: Divulgação

 

A estilista abriu, poucos meses antes do início da pandemia de 2020, a marca  Enif, na qual comercializa roupas para meninos e meninas, muitas das quais com estamparias próprias.

Embora hoje seja uma empreendedora, Tatiane diz que, mesmo após uma de suas professoras dizer que seu Trabalho de Conclusão de Curso estava pronto para o mercado, não pensava em abrir negócio próprio.

Por isso, após se formar foi trabalhar para outras empresas. Mas, após o questionamento de sua mãe sobre a abertura de uma marca, a estilista percebeu que gostaria de empreender.

Com a ajuda de sua avó começou a produzir roupas e comercializá-las. Hoje, apesar das dificuldades, uma vez que teve que fechar as portas por dois meses durante a pandemia, não se imagina fazendo outra coisa senão criar e gerir sua empresa.

Peças Enif. Foto: Divulgação

 

Sobre o nicho de moda infantil, declara que nunca conseguiu fazer roupas-conceito, de passarela, mas sempre gostou desse segmento. “Sentia que tinha mais liberdade, podia me divertir mais, ser mais livre na criação”, ressalta. Ela lembra que foi na aula de Projeto de Moda, do professor Lorenzo Merlino, que conheceu a moda infantil. Mas na estamparia descobriu uma paixão logo na primeira experiência. “Vejo o nicho infantil como leve e fico muito feliz quando vejo as crianças usando minhas criações”, finaliza.

 

Por Barbara Marques (aluna do 7º semestre do Curso de Moda FAAP), com a colaboração das professoras Maíra Zimmermann e Monayna Pinheiro.