A empresária Lolita Hannud destacou a importância de fazer frente às cópias – Foto: Aline Canassa

A empresária Lolita Hannud esteve recentemente na FAAP para um talk com as turmas do curso de Pós-Graduação em Negócios e Varejo de Moda. Responsável pela marca Lolitta, com duas lojas próprias vendendo em torno de 30 multimarcas, a empresária explicou que a empresa nasceu no atacado para ganhar robustez financeira e conquistar o capital de giro necessário para operar no varejo.

A marca é muito conhecida pelo seu produto feito de tricot com forte base artesanal, produzido em indústria própria que utiliza máquinas retilíneas manuais. Uma peça pode demorar dias para ser tecida e ainda demandar outras atividades de preparação e costura antes de ser finalizada, em um processo que se aproxima da alta-costura.

Posicionar este produto no mercado também foi um desafio para a empresa, uma vez que o consumidor brasileiro não estava acostumado com produtos nacionais de altíssimo valor agregado. Neste processo, após alguns anos comercializando no atacado dentro de showrooms terceirizados, a marca abriu o seu próprio e, em seguida, lojas próprias.  Hoje, o varejo já representa uma parcela relevante do faturamento e a Lolitta se tornou uma referência no mercado de luxo brasileiro, participando de showrooms nos Estados Unidos e na Europa.

A empresária também destacou a importância de fazer frente às cópias, detalhando para uma plateia de alunos curiosos como foi o longo processo contra uma empresa que copiou produtos com pontos ZIG, icônicos da marca, em um caso que virou uma referência de sucesso na proteção do design autoral dentro do fashion law. Após anos de uma disputa jurídica, a Lolitta saiu vitoriosa e a marca que comercializava as cópias foi obrigada a parar imediatamente essas operações, sob pena de multa diária de R$ 5mil.

 

Por Marília Carvalhinha – coordenadora da pós-graduação em Negócios e Varejo de Moda