Nós, pais de todas as épocas e gerações, sempre tivemos algo em comum: o desejo de dar o melhor a nossos filhos.

Desde pequenos nos dedicamos com carinho aos cuidados básicos, de alimentação, higiene e segurança.

Porém, muitas vezes, não sabemos que nesta fase podemos fazer muito mais: ajudar de forma decisiva para que fiquem muito inteligentes.

Antes das descobertas neurocientíficas a respeito do funcionamento e crescimento do cérebro, acreditava-se que ser muito inteligente era um privilégio apenas de filhos geneticamente dotados.

Hoje é sabido que a inteligência não depende principalmente da herança genética, mas é muito mais o resultado dos aprendizados e estímulos sensoriais e emocionais recebidos nos primeiros anos de vida.

A premissa básica do fundador dos Institutos de Desenvolvimento do Potencial Humano nos USA, Dr. Glenn Doman, é de que o aprendizado está na proporção inversa da idade, ou seja, quanto menor for a criança, mais ela aprende.

É mais fácil ensinar matemática a uma de 3 anos do que a uma de 5 anos. Isto porque quanto menor for, maior é sua plasticidade mental.

Nesse sentido, a criança que receber poucas informações ou estímulos quando pequena, terá um mundo mais limitado em comparação com outra que tenha tido a oportunidade de receber uma ampla gama de estímulos variados.

A criança que todos os dias puder ouvir música clássica, sons de instrumentos musicais, engatinhar e fazer braquiação, ouvir uma segunda língua, ver várias imagens de fatos do universo, ver palavras e quantidades, tocar violino, ouvir estórias e declamar poesias, sentir diferentes texturas, manipular diversos materiais, passeios de aprendizagem, entre outros, será mais capaz de resolver os problemas e desafios da vida. Terá mais chances de ser aprovada em todas as matérias.

Porém devemos ainda ir além.

De nada adianta nosso filho ser brilhante e aprovado em todas as matérias, se for reprovado na vida.

Por isso, o desenvolvimento da inteligência deve andar de mãos dadas com o desenvolvimento da sabedoria. Não basta ser inteligente para ter uma vida feliz. Nossos filhos precisam crescer em um ambiente que também seja pró-sabedoria, em um ambiente baseado em princípios verdadeiros, princípios da filosofia clássica.

Pais e a Escola devem estar fundamentados na rocha da verdade que é sine qua non para o desenvolvimento de cada criança em direção à plenitude pessoal.

Esta exige a gradativa compreensão e aprofundamento em 4 perguntas base, segundo o professor do Boston College Peter Kreeft, em seu livro Jesus, o maior Filósofo que já existiu:
1. O que é real?
2. Como podemos saber o que é real?
3. Quem somos? “Conhecer a si mesmo”
4. O que deveríamos ser? O que nos torna plenos e felizes?

Todos os estímulos educativos e estratégias de aprendizagem deveriam convergir para o crescimento da sabedoria e maturidade a partir destes grandes marcos de evolução: conhecer o ser(metafísica), conhecer a verdade(epistemologia), conhecer-se(antropologia) e aprender a amar, ou seja, aprender a fazer o bem(ética).
1. Desde pequenos, os bebês querem conhecer o que são as coisas e como elas funcionam, por isso colocam tudo na boca, apalpam e tentam abrir e desmontar – para o desespero dos pais – os mais variados objetos.
Também mostram uma curiosidade enorme e que deve ser fomentada e não, como é comum acontecer, ser gradativamente aniquilada.

2. Depois não querem mais apenas conhecer as realidades do mundo e as características e propriedades das coisas, mas também, entenderem o que corresponde à verdade e o que é falsidade. Passam do mero “fazer ciência” para chegarem aos fundamentos dos conhecimentos científicos e conseguirem fazer cada vez mais acertadamente o juízo das realidades.

3. Este processo necessariamente só é possível com o progressivo autoconhecimento. Uma vez que tomamos consciência dos fatos e belezas do mundo, precisamos entender quem é o conhecedor. Daí a grande necessidade da figura de tutores que amem nossos filhos.
4. Por fim, esse eu, que é radicalmente diferente de tudo no universo conhecido, precisa saber discernir entre o bem e o mal e conseguir pautar de forma cada vez mais fácil, todas as decisões da vida para a realização do bem.
Podemos concluir, que em grande medida, o desenvolvimento pleno e para a felicidade de nossos filhos, está em nossas mãos.

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