A educação da sensibilidade estética é uma forma de potencializar o desenvolvimento da inteligência dos nossos filhos.

A verdade está diretamente ligada à inteligência, porém também é descortinada pela Beleza.

Como já comentamos em outro post, a beleza nas artes provoca agrado e admiração pela sua harmonia, equilíbrio e perfeição.

O grande artista renascentista Rafael Sanzio, cuja exposição pode ser apreciada na Fiesp até 16 de dezembro, sempre prezou pelo trabalho bem feito e pela máxima perfeição das suas obras, tanto nas proporções como na harmonia das cores, para justamente através da Beleza produzir a fiel representação da Verdade. Para ele a Beleza é a síntese da Verdade tanto humana como divina.

Em suas obras a Beleza deveria surgir a partir da unidade de um grupo de artistas, a quem delegava tarefas. A partir dessa grande união de talentos e forças, conseguiram criar obras de uma Beleza indescritível. Porque a Beleza é a Verdade e a Verdade é Amor.

Um de seus discípulos, Giorgio Vassari, comenta em um depoimento, o que justamente o deixava mais estupefato em relação a seu mestre: “O céu deu a Rafael Sanzio uma força para mostrar um sentimento tão contrário ao temperamento de nós, pintores.

Na companhia de Rafael, nossos artífices – não digo apenas os mais modestos, mas os que se acreditam grandes (e deste tipo a arte produz infinitos) – trabalhavam em grande concórdia, pois, ao vê-lo, todo o mau humor se aplacava, e todo pensamento baixo e mesquinho sumia da mente. Tal união não houve mais depois dele, porque isso acontecia por ficarem todos vencidos por sua cortesia e sua arte.”

No alto Renascimento a invenção era tudo. A cada trabalho, a novidade era exigida em grau sem precedentes.

Rafael precisava se concentrar na invenção e por isso delegava a execução a seus discípulos. Ao contrário de Michelangelo que trabalhava sozinho, Rafael convivia com dezenas de artistas, bem organizados nas tarefas do ateliê, capazes de arcar simultaneamente com a encomenda de quadros, extensas decorações e obras de arquitetura. Chegou a reunir até 50 colaboradores, que sob sua direção trabalhavam segundo seu estilo, como uma só mão.

Assim como no Renascimento, nós também vivemos em uma sociedade competitiva e, infelizmente, individualista. Neste sentido podemos aprender de Rafael Sanzio e buscar ajudar nossas crianças a brincarem juntas, estudarem e trabalharem umas pelas outras.

Sempre devemos incentivar a colaboração e a amizade; se nosso filho já terminou alguma lição na escola, que ajude outros coleguinhas que ainda não acabaram. Pois as crianças são felizes quando percebem que estão contribuindo com as demais e são importantes no grupo. Precisam sentir que fazem a diferença e têm talentos e contribuições únicas.

Nós, pais, também podemos ajudá-las a realizarem todas as atividades de forma bem feita. Que nossos filhos agradeçam e reconheçam o trabalho dos outros. No grupo de artistas do Rafael Sanzio, conseguiram valorizar mais a obra em comum do que a criação e feitos de cada um individualmente.

À medida que nossos filhos também consigam ceder em seus pequenos caprichos e desejos em prol dos amigos vão desenvolvendo este mesmo senso de união e beleza que brotam das relações de amizade e amor.

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