A MADE 2017 – Mercado Arte Design apresentou neste ano móveis e objetos com muita identidade. A feira aconteceu pela primeira vez no icônico prédio da Bienal.

Pavilhão da Bienal – ©Zeca Wittner

Os objetos apresentados têm identidades que divergem de outros, os tornando individual e mostrando assim ótimas características de cada designer. Sete móveis foram escolhidos:

 

1 . O bar modernista, de Giácomo Tomazzi Studio, como o nome da coleção já diz, possui características modernistas no traço, combinado com materiais marcantes como o latão. As linhas ortogonais e o vidro canelado da porta trazem referências ao nome, material que cria uma nuance interessante da parte interna do móvel.

Bar Modernista de Giácomo Tomazzi Studio – ©Zeca Wittner

 

2 . O banco Barba Negra, de Marcos Amato, cria uma ergonomia que acompanha as curvas do corpo humano, fazendo a junção entre: a função, estética e as referências dos desenhos e traços navais. A madeira escolhida foi a zebrano, uma matéria prima africana.

Banco Barba Negra de Marcos Amato – ©Zeca Wittner

 

3 . A luminária Medusa, de 80e8, possui uma identidade experimental – característica forte da dupla de designers. Os tubos flexíveis, apresentados pela primeira vez em acabamento prateado, são manipuláveis, tornando-a única com infinitas combinações. Outra identidade do produto é a composição de lâmpadas muito distintas, em diferentes tamanhos, formatos, acabamentos e cores, que criam um efeito de luz muito interessante. Dessa vez, a luminária foi apresentada na parede, como uma cascata de luz.

Luminária Medusa de 80e8 – ©Zeca Wittner

 

4 . O banco, de Inês Schertel, traz uma referência do cotidiano da designer. Por meio de um ramo de trepadeira que invadiu seu ateliê, uma memória afetiva foi criada e dada como característica marcante do móvel.

A designer possui um trabalho muito específico de feltrar a lã, uma técnica considerada slow-design, muito bem executada. Combinada com o cozimento de folhas e flores, tinge a lã criando belas nuances de cores neutras, utilizando assim técnicas ancestrais com seus toques e acabamentos contemporâneos.

Banco de Inês Schertel – ©Zeca Wittner

 

5 . Os vasos Ginga, de Gustavo Dias – Woo design, possuem expressão e movimento, justificando o nome, antes apresentados em madeira – uma identidade do designer – que, por meio da matéria prima, consegue criar peças com características únicas. Os novos vasos seguem a mesma proposta, mas evoluíram para acabamento em pedra maciça, criando uma nova identidade a ser somada no seu trabalho.

As pedras naturais possuem cores e nuances diversas, deixando o vaso ainda mais especial e único, cada um com sua característica própria.

Vasos Ginga de Gustavo Dias – ©Zeca Wittner

 

6 . A luminária Elo, de Ana Neute, foi feita em latão, um material muito utilizado pela designer e que cria uma boa representação para a coleção Elo, deixando clara a conexão entre estética e funcionalidade. Hastes são utilizadas para ligar as partes e criar um produto híbrido, que possui a função primaria de luminária e também a função de mesa de lateral. O desenho é muito limpo e elegante.

Luminária Elo de Ana Neute – ©Zeca Wittner

 

7 . A poltrona Cuba, de Rodrigo Ohtake, mostra a grande conexão que o designer possui com o desenvolvimento de novas estéticas e formas para mobiliário. A madeira torneada, normalmente utilizada como função estrutural vertical e isolada, foi utilizada repetidamente na horizontal, criando uma estética diferenciada. O diâmetro pequeno e a solução repetitiva do elemento criam um assento confortável, combinado com uma almofada estruturada feito de linho natural. Por último, e não menos importantes, pés finos e elegantes de aço pintado foram desenvolvidos para compor o móvel.

Poltrona Cuba de Rodrigo Ohtake – ©Zeca Wittner