Ella mexe e remexe em suas coisas, não consegue encontrar. E pensa: ‘Como em um apartamento tão pequeno, pode se perder tantas coisas?’. Continua a busca. Ella simplesmente odeia, perder qualquer coisa, por mais insignificante que seja. Sempre fica com a sensação de que foi desatenta, que não teve o cuidado necessário e coisas assim.

Pronto achou!
Era sua corrente com pingente de ‘Olho grego’ pra protegê-la e dar sorte.

Se bem que, Ella ainda sente que esta faltando algo. Que perdeu algo ou que não encontrou ainda, o que realmente estava procurando. Mas tudo bem, vida pra frente. Ella balança a cabeça e sai correndo.

”Todos os dias são iguais, todas as noites também” é a frase que povoa sua mente.

Mas Ella não se permite abater, não se permite chorar ou parar.
Ella acelera, se perde no tempo e quando vê, já esta muito tarde. Só lhe resta tomar um banho e dormir.
E no dia seguinte, começa tudo de novo. Corre e inventa coisas para o tempo passar.

Mas então, há um homem bonito na fila. Ella olha discretamente e o percebe.
Elle lhe pergunta as horas. Ella, como sempre, bem atrapalhada, procura na bolsa o celular. Mas não, sem antes tirar o sorriso bobo do rosto. Os dois iniciam uma conversa boba, mas agradável e então Elle lhe convida para tomar o café juntos. Ella aceita, sorri enfim é uma manhã diferente. E no final, Elles trocam endereços de e-mails, para se corresponderem.

É, Ella não perdeu o tino para paquerar.
Andando pela rua sozinha, agora Ella sorri, um pouco mais pra si mesma, e pensa: ‘Próximo’!

Novas crônicas toda quarta-feira.

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