Jonathan Emmanuel Flores Tarello/Creative Commons

Jonathan Emmanuel Flores Tarello/Creative Commons

E Elle defendeu a coleguinha de sala, quando um garoto lhe puxou o cabelo. Achou injusto, o menino agir desta forma, quando ela não podia ver e nem se defender. O garoto repreendido, deu de ombros e disse: “Como se ela tivesse a capacidade de se defender“.

Mais tarde, já adolescente, defendeu sua irmã. Quando os meninos de sua rua, ficaram falando da saia dela, enquanto passava. “Era uma saia normal, de comprimento normal e toda mulher deveria vestir o que quisesse, quando e onde quisesse” – a defendeu assim. Mas os meninos riram ainda mais alto, caçoando dElle.

Adulto, defendeu sua mãe de seus tios machistas. Que após uma manhã inteira no fogão, preparando uma deliciosa refeição, era obrigada a ouvir que “lugar de mulher é na cozinha, mesmo”. Sua mãe estava tão acostumada a ouvir isto, que nem ligava. Na verdade, Elle achava, que ela nem sabia que poderia se defender e responder. Mas Elle tomou as dores e a defendeu em alto e bom som.

Seus irmãos o achavam engraçado. Elle sempre era motivo de piadas, a cada vez que expunha o seu pensamento. E claro, sempre ouvia comentários grosseiros.
Foram criados todos juntos, uma família com 5 filhos (4 meninos e 1 menina), mas só Elle pensava e agia diferente. Afinal, o “sexo frágil” realmente é o homem.

Elle acreditava, desde que se entendia por gente, que mulher era o ser mais divino da face da Terra! Eram belas, tinham inúmeros talentos, geravam filhos, faziam tudo com muito amor, enchiam o mundo de graça. E o sorriso? Quem poderia resistir? E se não partir dElle, quem poderá ajudar nesta luta desigual?

Mas por trás de toda esta poesia, estão as fortes e bravas mulheres, que lutam por seus direitos. Que lutam para ter o devido reconhecimento de seu trabalho e ganhar o mesmo salário, que um homem (da mesma área e profissão).

São elas: mães, filhas, irmãs, sobrinhas, primas, enteadas etc.
Não há títulos, estes não importam.
O que realmente importa é ser vista e respeitada como mulher, como ser humano, deusa da criação junto a Deus.
É o mínimo que se pode ver, em cada mulher!

 

E você? Já respeitou e tratou uma mulher como ser humano, hoje?

Novas crônicas toda quarta-feira.