Toda noite é um lugar diferente, mas Elle sempre está lá. E é só por este motivo, que Ella vai.
Olhos castanhos, sorriso largo e gentil é doce e leve, com todos ao seu redor.

Nota o olhar dElla sempre por último, sorri e a cumprimenta educadamente, sempre leve e doce.

Ella pensa em se entregar de duas maneiras:
1) a elle.
2) esquecendo-o.

Não é apenas sexo. Pra Ella nunca é casual, tem que ter um certo envolvimento.

Não é namoro, nem pedido de casamento, mas pelo menos uma amizade sincera (que não permita ‘stand-bye’). Um laço pra se lembrar com carinho, um sentimento. E então, Ella o deixa entrar em sua vida, em sua alma, em sua cama. Coisas simples, nada demais.

Deixe-a saber um segredo seu, sua cor favorita, seu sonho de criança, conte algo engraçado. A faça rir e sorrir muitas vezes. Sentir-se leve, como o que Ella sente, quando está na presença dElle.

Nunca é só sexo, porque Ella se entrega por amor. Amor ao instante, amor ao que vem dElle e Ella deseja. Amor que Ella espera, amor que Ella dá.

Tudo isto nunca vem só, sempre vem de fora. E Ella filtra e trata com seu jeito. E o melhor, Ella oferece em sonhos e noites maravilhosas. Que terminam com o primeiro raio de sol, seu rosto marcado pela fronha, o gosto do corpo dElle na boca e um suave cheiro de jasmim, da vela já apagada.

É hora de ir. Ella recolhe suas coisas, toma um banho rápido, como se fugisse. Se veste mais rápido ainda, olha no relógio 6h30, precisa se apressar.
Com a bolsa na mão, arrumando os cabelos para prender, pára um instante e olha pela última vez o rosto dElle, no lençol branco e amarrotado, sorri.

O sol entra pela janela suavemente.
Ella dá a volta na cama, inclina-se e o beija, com o mais leve e apaixonado beijo, que já quisera e desejara dar e ter.

Novas crônicas toda quarta-feira.

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