Hoje na coluna Ideias no Ar, da Rádio Estadão vamos dar mais uma dica para combater o envelhecimento cerebral.

Estudar, ler, manter a mente ativa de várias formas já foi comprovado ser um bom método para manter a saúde do cérebro durante o envelhecimento.

Mas um estudo inédito publicado esse mês comprovou que falar mais de uma língua adia o aparecimento de vários tipos de demência. Avaliando 648 pacientes na Índia com os tipos mais comuns dessa doença, os cientistas descobriram que o fato de ser bilíngue havia adiado em média quatro anos e meio o aparecimento dos sintomas. Pode parecer pouca coisa, mas levando em conta que as demências aparecem normalmente em idades mais avançadas, às vezes pequenos adiamentos já são suficientes para reduzir o tempo de convívio com a doença. É a primeira vez que se comprova os benefícios mesmo entre analfabetos – 14% da população do estudo falava dois idiomas mas não sabia ler ou escrever, e ainda assim obteve os benefícios do bilinguismo.

Good news, isn’t it?

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Suvarna Alladi, DM, Thomas H. Bak, MD, Vasanta Duggirala, PhD, Bapiraju Surampudi, PhD, Mekala Shailaja, MA, Anuj Kumar Shukla, MPhil, Jaydip Ray Chaudhuri, DM and Subhash Kaul, DM (2013). Bilingualism delays age at onset of dementia, independent of education and immigration status Neurology DOI: 10.1212/01.wnl.0000436620.33155.a4