“Resoluções para 2013: começar a cumprir as promessas feitas em 2009”.

Essa piadinha que está rolando nas redes sociais ilustra um dos primeiros princípios de como não fazer resoluções de ano novo. Um pouco de evidência científica nesse tema tão batido pode nos dar algumas dicas de como não planejar mudanças para 2013. O profícuo Richard Wiseman estudou três mil voluntários ao longo de 2007 e compilou resultados interessantes.

Em primeiro lugar, não voltar a decisões antigas evita frustrações. Eventualmente, abordar o mesmo problema por vias diferentes pode ser uma saída – em vez de se propor a emagrecer, planejar como comer melhor, por exemplo.

Além disso, metas genéricas são muito mais difíceis de seguir. Em lugar de resolver fazer mais exercícios, é melhor definir qual atividade física será, em quais dias da semana, onde e em qual horário. Há que se manter humilde, também: estabelecer muitos objetivos de uma só vez é pedir para acumular fracassos, pondo todo o resto a perder.

Finalmente houve algumas diferenças específicas para os gêneros. Com homens funcionou melhor propor objetivos intermediários, e não apenas um grande objetivo final (ex.: “ler um livro por mês”, em vez de “ler ao menos dez livros no ano”), estabelecendo recompensas para cada pequena vitória. Já para as mulheres foi mais útil tornar as metas públicas, comentando com familiares e amigos, não só pelo suporte recebido, mas também pela sensação de maior compromisso que isso traz. Além disso, para elas foi importante tranquilizar-se diante de recaídas, reafirmando que falhas pontuais não significam um fracasso global.

Frase ideal, aliás, para fechar o ano e adotar como lema para 2013: “falhas pontuais não significam um fracasso global”. Feliz ano novo!