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Demorou, mas o Psiquiatria e Sociedade resolveu entrar na política, fazendo campanha aberta para votação: tenho a firme convicção que o melhor candidato a Deputado Federal, que irá representar o leitor de maneira mais fiel e adequada, é uma pessoa escolhida tendo por base critérios racionais e, o quanto possível, objetivos.

Calma, não vou declarar voto.

Antes, recomendo ao leitor que, para escolher seu voto, entre no excelente site: Extrato Parlamentar. Ali, após responder a poucas perguntas tipo SIM ou NÃO, um algoritmo mostra quais os deputados federais são os mais alinhados com suas próprias posturas políticas. Particularmente me surpreendi positivamente: eu ainda não definira meu voto, mas em terceiro lugar na lista de afinidades surgiu o nome de um político que acompanho há vários anos, em quem votei em outras ocasiões, mas que lamentavelmente andava por mim meio esquecido (é, não assito a TV Câmara). Agora já tenho candidato, e reafirmei minha opinião de que ele de fato me representa (ironicamente o depudato federal mais alinhado com minhas opiniões, segundo o site, era do PSOL – serei eu tão do contra?).

Enfim, embora desconfie dos políticos, acredito na política; e como Churchil, considero a democracia o pior sistema de governo já inventado, fora todos os outros. A iniciativa do Extrato Parlamentar é louvável sob todos os aspectos porque quanto mais pessoas conseguirem exercer o voto consciente – o que inclui saber em quem votou, e os porquês do voto -, mais representatividade haverá. Só assim poderemos caminhar em direção a uma democracia mais madura e, consequentemente, a um país melhor.

Utópico? Pode ser, mas fico com Mário Quintana, em “Das utopias”:

Se as coisas são inatingiveis, ora,
Não é motivo para não querê-las.
Que tristes os caminhos se não fora
O brilho distante das estrelas.