Hoje é o dia de São Fifirmino  e de Santa Lúcia de Dublin.

(Foto: Chad Greiter – Unsplash)

Fifirmino da Gagalileia nasceu em Jerusalém em 30 a.C e quase foi um dos apóstolos de Cristo. Por muito pouco não sentou-se naquela mesa da Santa Ceia. O que acabou o prejudicando foi uma forte gagueira e uma tendência a trocar as letras das frases.

Dias antes da Ceia, quando os apóstolos ensaiavam a oração que o pai os ensinara, Fifirmino teve um ataque de gagueira e não conseguia rezar.

– Pa-pa-pa-pai no-no-no-nos-sso que que e-estais…. – tentava ele desesperado.

Judas procurou auxiliá-lo dando-he um tapão nas costas.

– Po-pô, Ju-judas, não fe-ferra!! – teria gritado Fifirmino, infelizmente bem na hora em que o Senhor chegava para assistir o ensaio.

Apesar de ter sido imediatamente exonerado de sua função apostólica, Fifirmino acabou sendo santificado tempos depois pelos Bórgia, que acharam divertido canonizar um gaguinho fanho.

Comemora-se seu dia em 29 de março, dia mundial do gago.

É protetor dos fonoaudiólogos.

SANTA LÚCIA DE DUBLIN

Essa santa dublinense é celebrada em toda a Irlanda no dia de hoje. Também é conhecida por ter inspirado o escritor James Joyce.
Antes de abraçar a vida religiosa foi enfermeira de Ezra Pound, que a martirizava por sua origem eslava. Pound chegou ao cúmulo de acomodar Lúcia no canil de sua casa para humilhá-la. Joyce, um dia vendo-a recolhida entre os cães, resolveu tomar providências. Entornou uma garrafa de vinho branco, cantou uma opereta e começou a escrever Finnegans Wake. A inspiração do escritor levou a Igreja Católica irlandesa a entrar com o processo de canonização de Lúcia junto ao Vaticano.
Sua poderosa oração é utilizada por autores do mundo inteiro em momentos de crises criativas ou quando suas obras ficam muito parecidas com as de Dan Brown.

ORAÇÃO DE SANTA LÚCIA DE DUBLIN

“Abracadabracoestercodecabra! Pois quai-los camplínios conforcados de relampos que revinhom, o próbrio Conte Dom Cabeço Boanerges, o velho terror das sinhoritas, veio pulapula pulalante pela porta benhaberta de seus castros triscerratos, de chapéu bem rubirrondo e cularinho civicante e com seus saios fosquirrotos mais as louvas de peliça e aquelas salças furfúreas e a bandoneira categuta e suas bostas panunculares morduradas como um nãosionalista verme-amare-zerdavul violetamente indigonado, até o finda da fina fonta de seu carjado de capatrás. E tapeou sua mão rudosa nasorícula gelhada e falhou o que bostava e sua flh mbld dss prela ir focando côta, miafia. E a bobeca fê-lum calapôca

(Perkodhuskurunbarggruauyagokgorlayorgromgremmitghundhurthrumathunaradidillifaititillibumullunukkunun!). Amém!”