Quem matou Marielle? Por que os OVNI’s escolheram Varginha para pousar e não o aeroporto internacional de Guarulhos?

(Imagem de SplitShire por Pixabay)

Onde está Eliza Samudio? Quem matou Marielle? Por que os OVNI’s escolheram Varginha para pousar e não o aeroporto internacional de Guarulhos? São grandes enigmas que afligem o inconsciente coletivo brasileiro. Porém, a maior dúvida nacional, ainda é a célebre pergunta: por que Deus é brasileiro? Afinal, se existe alguém que reúne todas as condições para pleitear um green-card, esse alguém é Ele. Se quisesse, o Onipotente poderia morar em Gstaad, na Riviera francesa ou em Jeremoabo.

Por isso, a cidadania brasileira de Deus só pode ser explicada por uma razão muito grave, gravíssima. Estudiosos de teologia acreditam que Deus veio para o Brasil depois de um sério atrito com o Diabo.

Nessa época, o Ser Supremo estava bombando. Tinha acabado de criar o mundo, o Homem, a internet em menos de uma semana. Detalhe: trabalhando só meio período e usando apenas uma mão. Estava Todo, Todo-Poderoso.

O Diabo, naquele momento, vivia um inferno astral. As trevas andavam pessimamente divulgadas na mídia, todos os influenciadores preferiam falar bem do Paraíso e as dívidas com lenha aumentavam. O Padre Eterno, se achando o último odre de vinho da adega, começou a tripudiar Satanás.

Vai cair pra segunda divisão. É nóis na fita…

A provocação durou séculos. Até que um dia apareceu no inferno um fiscal do imposto de renda. O Rabudo foi logo tentando o homem, até ele topar devassar as contas de Deus. E que surpresa teve o Cramulhão. Como o Todo-Poderoso tinha concebido tudo, inclusive o imposto de renda, se achava no direito de não pagar o carnê-leão. O fiscal, que nessas oportunidades costumava ser mais poderoso do que o poder, decretou ao Pai de todos:

Pode ser até o Papa, meu querido. Mas sonegou, comigo puxa cana!

Deus então arrumou os trens e se mudou definitivamente para um país onde ninguém pagava impostos.

O outro grande enigma brasileiro é o porquê de a feijoada ser servida às quartas e sábados. Dizem que na segunda, a iguaria ficaria muito pesada, pois ainda estaríamos empanzinados com a carne carbonizada do domingo.

Terça também não daria. É o dia do picadinho. O porquê de terça continua sendo uma das maiores incógnitas de todos os tempos, ainda maior que a presença de água em Marte e o número das contas na Suíça de Paulo Maluf.

Mas as dúvidas não terminam aí. O que faz da quinta o dia ideal para se comer arroz com feijão e pastéis? E sexta de pedir pescada com purê de batatas ao garçom?

Até a Filosofia contemporânea tenta explicar a charada. Para muitos epígonos heideggerianos, ler, num determinado dia da semana, o nome “daquele” determinado prato no cardápio do botequim aliviaria a angústia existencial. É o que ainda manteria as pessoas suportando os paradoxos da vida, pois o restante é caótico e impermanente.

Por eliminação (ou por preguiça dos maîtres de incluir um sétimo prato no menu), ficaram dois dias para a feijoada. Assim, sobram cinco para a digestão. Algo que faz certo sentido num país tão sem nexo.