O 200.º aniversário do pouso da sonda “Pau Brasil” no cometa Churyumov-Gerasimenko

(Pixabay)

– Boa noite, eu sou João Azevedo. Bem-vindos à edição de 18 de fevereiro de 2221 de seu telejornal “Mundo”, hoje totalmente em homenagem ao 200.º aniversário do pouso da sonda “Pau Brasil” na superfície do cometa Churyumov-Gerasimenko.

– Olá, eu sou Vanessa Silva. Nesta edição analisaremos tudo o que ocorreu desde que a sonda espacial, construída e lançada pela Agência Espacial Europeia, saiu de nosso planeta, viajando entre as órbitas da Terra e de Júpiter, para fazer um estudo completo da estrela-cadente. Qual o nosso primeiro destaque, Azevedo?

– É este, Vanessa: “Mercado Comum Europeu escolheu Brasil para colonizar cometa Churyumov-Gerasimenko em 2021; veja os impactos disso agora com o repórter de Ciência, José Macedo.

– Pois não, Vanessa e Azevedo. Assim como venceu a concorrência para fazer a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas 2016 em seu território, o Brasil foi a bola da vez para habitar e desenvolver o cometa Churyumov-Gerasimenko. Teve para isso, pelo contrato, 200 anos que se completaram agora em 2221.

– E o quê você poderia falar mais sobre o cometa nesse momento, Macedo?

– Bem, o cometa tem um programa de distribuição de armas dos mais desenvolvidos da galáxia e, ao mesmo tempo, uma das piores taxas de IDH do Universo. Físicos de todo o planeta têm se debruçado sobre o paradoxo, mas ainda não conseguiram explicar o fenômeno.

– Ok, Macedo, muito obrigado. Vamos agora com a repórter de Cidades, Áurea Vieira, direto do cometa, para saber o que o Brasil construiu até o momento por lá. Áurea?

– Boa noite. Surgiram edificações no cometa só depois de 100 anos de sua concessão ao Brasil. Antes disso, o governo preferiu construir 17 estádios de futebol, um em cada ponto estratégico do astro.

– E a construção de Neo Brasília, como está?

– Só depois da conclusão dos estádios é que iniciaram as obras da capital. Os empreiteiros dizem que 70% da cidade já está funcionando, mas a realidade é outra. Existem quatro ou cinco palácios de pé e o restante são favelas e palafitas.

– Além de favelas, o que podemos ver aí em Neo Brasília, Áurea?

– Desemprego, assaltos e casas de pagode.

– Tudo isso com quase nada de gravidade é bem caótico, não?

– Com certeza. Fora as áreas descongeladas do cometa, que eram de preservação ambiental, e foram invadidas pelo pessoal do agronegócio.

– Obrigado, Áurea. Eu sou João Azevedo. E encerra-se aqui a edição de 18 de fevereiro de 2221 de seu telejornal “Mundo”. Fique agora com um pouco de música no programa “Sertanejo Pós-Graduação”…