Uma pausa proverbial para a leitura de algumas dizidelas e pilhérias.

(Arte: The Graphics Fairy)

 

O pessimista é um otimista que veio morar em São Paulo.

Todo homem tem seu preço, mas com essa turbulência na economia está difícil de fixar.

Idoso: velho gourmetizado.

A mente era a oficina do diabo, mas fechou por causa da crise.

Um mundo em que todos fazem questão de ser levados a sério só pode ser uma piada.

A vida é uma morte a crédito e cada aniversário é uma prestação.

Por acaso, você sabe com quem está falindo?

O desapego é a única virtude que exige mais de um milhão de dólares de patrimônio.

O brasileiro é um animal doméstico que não tem casa.

O problema da sologamia é que tem que se matar para conseguir o divórcio.

O oposto da verdade não é a mentira, são as fake news.

A pior desgraça que pode acontecer a um escritor é ele não viver uma vida desgraçada.

O patinete é o meio de transporte mais rápido para se chegar ao risível.

Nada como viver na paz da mediocridade.

Só chegava ao orgasmo sozinha. Não era o ideal, mas era um consolo.

O cúmulo da humilhação profissional é ser demitido por um algoritmo.

Orwell só errou o ano: 1984 foi em 2019.

Comida plant-based. Alimentação à base de marketing.

Estava a indo tudo bem na minha vida até eu nascer.

Quando Deus criou a Terra e viu que era bom, criou também o primeiro narcisista.

Sexo no século XIX era doença, no século XX foi cura e hoje é e-commerce.

Os desastres ecológicos estão ocorrendo em cascata. E também em mares, rios, barragens e córregos.

Todo filme de terror tem começo, medo e fim.

O último bastião dos valores da civilização ocidental caiu com a tapioca gourmet.

Água é vida. Exceto num tsunami.

Mortes são biológicas. Ainda bem que fiz humanas.

Em terra de cego quem tem um olho é traficante de órgãos.

Senhor, dai-nos uma amnésia coletiva. Amém.