Tudo na vida passa, menos o arroz com uva passa.

(Foto: Nordwood Themes / Unsplash)

2017 foi um ano para ficar na memória – de um pen drive socado numa gaveta do armário. Precisamos nos livrar desse bode generalizado que meteu-se em nossas vidas. Um bom início é lançar mão da coragem e tirar da frente todos os exus.
Fé na limpeza. Tudo na vida passa, menos o arroz com uva passa.
Abaixo, a minha lista de malsãos:

– Barberias hipsters.
– Hipsters
– Paleterias.
– Hamburguerias gourmetizadas.
– Gente tocando violão no Instagram.
– Gente tocando violão e cantando no Instagram.
– Escritores vangloriando-se nas redes sociais.
– Pessoas que compram um Smart e colocam adesivo dos brinquedos Estrela.
– Notícias, a cada dois minutos, sobre o STF.
– GIF’s estúpidos.
– Chef de cozinha fazendo comercial de margarina.
– Polarização.
– Músicos que falam em entrevista a expressão “cena musical”.
– O odioso vício de linguagem “por conta de”.
– Reality shows.
– Rappers metidos a Homero.
– Séries de TV estilo Discovery Channel.
– Veganos.
– Carnívoros.
– Palestrantes de autoajuda.
– Sociólogos de internet.
– Pessoas que postam Stories no Instagram com duração de um longa.
– Políticos que dizem que seu nome é trabalho.
– Novos Sebastião Salgado.
– Novas Marisa Monte.
– Feiras literárias caça-níqueis.
– Ensaios sobre questões de gênero.
– Megastar da MPB se fazendo de pai dos pobres.
– Cartunistas politicamente corretos.
– Mesas redondas discutindo a Copa do Mundo meses antes do evento.
– Microblogs de “críticos” de cinema, viagens, comida, vinhos livros.
– Ufologistas.
– Cronistas que escrevem à maneira “filtro solar”, do Pedro Bial.
– Restaurantes japoneses que servem sushi de bacon.
– Indivíduos que abraçam árvores e maltratam pessoas.
– Empreendimentos culturais à la Inhotim.
– Inhotim.
– Mulheres que viraram profissionais do assédio.
– A humildade de quem se julga superior dos apresentadores de TV.
– Listas como esta.