“O pensamento parece uma coisa à toa / Mas como a gente voa quando começa a pensar.”

(Lupicínio Rodrigues)

(Foto: Carlos Castelo)

Romance: gênero literário que, depois do modernismo, não teve mais nada a ver com romance.

Quanto mais pregadores, mais cristos pregados na cruz.

Em Brasília, não se faz política. Compra-se feita.

A primeira ilusão do homem é a chupeta. A última também.

O estado a que chegamos, nem Estado é.

Fazer do limão uma limonada é fácil, difícil é fazer do limão uma laranjada.

Jamais diga uma estupidez que não possa transformar num livro, num filme ou numa série de TV.

Fez 60, mas com um Índice de Massa Corporal de 50.

Se nos tempos bíblicos a polícia fosse a do Rio, até hoje não se saberia quem matou Abel.

Saudades dos anos 1990, quando a discussão sobre desmatamento só era em torno da Claudia Ohana.

A maior contribuição do Instagram é permitir a pessoas casadas verem as fotos dos seus ex.

O arroto é a alma do estômago.

Há uma Uzi no fim do túnel.

Todo salame é um exibicionista.

A selfie é o autorretrato do autocentrado.

Tim Maia: artista que dispensa apresentações.

Catequese era um processo em que os índios entravam se ajoelhando e o clero plantando mandioca.

Não sei como as democracias morrem, mas o que fazem para matá-las está tudo na internet.

Cada cabeça, uma sentença. Isso quando a cabeça sabe escrever.

O miliciano é o frila do crime.

Modelo de negócio é aquele modelo de expressão que já deu.

Sozinha, a Bíblia já derrubou mais governos do que Rússia e Estados Unidos juntos.

Em política, só há um caminho: o mau caminho.

Numa falocracia, só fala o falo.

Ministro do STF: pessoa que chama mentira de inverdade.

Os governos vivem operando mudanças, mas elas nunca recebem alta.

Quem diria que o Brasil, um país tão musical, ficaria assim, tão fora do tom.

Nunca se viu uma grandeza da pátria tão pequena.

Não há nada mais teimoso do que uma verdade.