Uma mulher da cidade de Formosa (GO) foi filmada espancando seu cão, da raça yorkshire, desferindo pancadas na cabeça do animal com um balde, agredindo-o com pontapés e o arremessando por vários metros, em uma clara tentativa de matar o cachorro. O pior é que tudo foi feito diante de uma criança, que apresenta ter menos 3 anos, a filha da acusada.

O ato teria ocorrido em uma área de serviço do apartamento da própria dona, uma enfermeira de 22 anos, e foi filmado por um vizinho do andar superior. A notícia ganhou grande repercussão nas redes sociais e a maioria dos dados da acusada foi divulgado na internet, como nome completo, endereço, telefones e até o número do CPF. Mas o caso já estava sendo investigado antes mesmo de ser colocado na rede. No dia 21 de novembro um inquérito já havia sido instaurado, depois que o delegado do 1º DP da cidade de Formosa, Carlos Firmino Dantas, recebeu uma denúncia anônima.

A enfermeira já se apresentou à delegacia com a sua advogada, mas não prestou depoimento formal. A defensora teria dito que a jovem passava por momentos difíceis. “Ela disse que sua cliente estava sob estresse e com problemas pessoais, mas isso não tem justificativa”, afirma o delegado. A enfermeira deverá ser ouvida formalmente na próxima semana, assim como vizinhos e outras testemunhas.

As cenas são fortes, mas quem tiver coragem de assistir, o endereço do vídeo é http://youtu.be/Z-AkerkZEH4. O filme parece também ter sido divido em partes, já que a enfermeira aparece com roupas diferentes em dois momentos. Além das pancadas, o cachorro foi submetido a outras torturas, como ficar preso dentro balde com pouco oxigênio. No final da filmagem, é possível vê-lo machucado e tremendo. Segundo Dantas, ele teria morrido por causa das agressões.

Para o delegado, a mulher poderá responder não apenas por maus-tratos, mas também por crime contra a filha, já que a garota teria sido exposta à agressão. “Houve o constrangimento da criança e a acusada deverá ser denunciada com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)”, completa. Neste caso, a pena prevista por maus-tratos é detenção de 3 meses a 1 ano, acumulada com multa. Como o cão morreu, a pena é agravada de 1/6 a 1/3 do tempo. Já se condenada pela exposição da criança, poderá ser detida por até 3 anos e meio.