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Altas temperaturas, chuvas e mosquitos são alguns dos problemas que chegam com o verão. Se nós, humanos, já reclamamos e sofremos com isso, imagine os nossos peludos! Algumas dicas e prevenções podem ajudar a evitar grandes sofrimento aos cachorros e gatos.

Verão traz tempestades, raios e medo de trovão em cães e gatos

Começa o verão e com ele vem chuvas, trovoadas, raios e tempestades. Muitos cachorros ficam com medo, salivando em excesso, tremendo, buscam tocas para se esconder (embaixo de móveis, por exemplo) ou buscam seus tutores. Geralmente, são os mesmos cães que têm medo de fogos de artifícios.

Você percebe se seu cachorro tem medo?

Alguns tutores ignoram esse momento de angústia ou não sabem como resolver. Não é na hora dos fogos ou da chuva que a questão será resolvida. É importante buscar ajuda de um profissional do comportamento animal para dessensibilizar os animais desse tipo de estímulo. Mas algumas dicas podem te ajudar naquele momento de agonia.

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– Coloque uma música relaxante

– Abafe o som com cobertores e colchas nas portas e janelas

– Ofereça uma casinha ou caixa para que ele possa se esconder

– Deixe disponível um brinquedo ou comida que ele ame muito

– Fique sempre por perto

– Se ele aceitar, coloque uma roupinha justa

Em alguns casos, a utilização de medicação pode ser necessária. Por isso, busque o médico veterinário.

Cães e Gatos com pelagem branca têm que tomar cuidado no verão

Se o sol não faz bem a nossa pele, o mesmo se aplica aos peludos. Principalmente os com pelagem branca e pele rosada. Com a incidência de luz do sol na pele podem sofrer com problemas de pele futuros. Geralmente as pontas das orelhas, bordas dos olhos e ao redor do nariz são as áreas que mais sofrem. Isso porque são regiões com menor proteção, por terem menos pelos e o sol atingir mais diretamente a pele.

Se engana quem pensa que há queimadura de pele como a nossa. O problema aparece com a idade. Normalmente podemos observar pequenas feridas e crostas. Infelizmente esses são sinais de câncer de pele, um carcinoma. Muitas vezes, somente radioterapia ou cirurgia conseguirá tratar o problema se detectada na fase inicial.

Para prevenir, o ideal é aplicar diariamente protetor solar nestas áreas mencionadas (orelhas, ao redor dos olhos e parte de cima do focinho ao redor do nariz).

No caso de notar alguma ferida numa destas áreas acima mencionadas procure rapidamente um veterinário.

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O sol também é vilão nos passeios. O excesso de calor pode levar os cães à hipertermia. Baixa pressão e desidratação podem levar os cachorros rapidamente a morte. Isso é ainda pior em cães braquicefálicos (de focinho curto), pois a ventilação (respiração) é mais complicada.

Ainda falando de passeio, não podemos esquecer da temperatura do chão. Em um dia de muito sol, com temperaturas até 30 graus, o asfalto pode chegar até 45 graus. Assim, os coxins (almofadinhas das patas) podem assar imediatamente, causando lesões muito doloridas.

Oferecer muita água e evitar passeios e horário de sol forte é o mais recomendado.

Mosquitos

Nesta época do ano, em que as temperaturas começam a subir, é muito comum que surjam campanhas contra o mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya, com recomendações de como evitá-lo. Mas, você sabia que o Aedes Egypti e outros mosquitos também podem ser transmissores de uma doença que acomete seu cão?

Conhecida como doença do verme do coração, a Dirofilariose canina é causada por um parasita e tem como transmissor alguns mosquitos. “O mosquito infecta o animal com as larvas enquanto se alimenta do seu sangue. Uma vez no organismo, essas larvas migram pelos tecidos do corpo do animal em direção ao coração e aos vasos sanguíneos do pulmão, onde os vermes se tornam adultos”, explica o médico-veterinário Alexandre Merlo, Gerente Técnico de Animais de Companhia da Zoetis.

De acordo com o especialista, o agravante da doença é que, em seu estágio inicial, o cão não apresenta sintomas, o que dificulta o diagnóstico. “Tosse, emagrecimento, dificuldade para respirar e fadiga são algumas das manifestações que podem surgir após alguns meses de infecção”, completa Merlo. “O maior problema causado pela Dirofilariose é a insuficiência cardíaca, que pode levar o cão à morte”.

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Se você mora na praia, costuma levar seu cão ao litoral, ou ainda mora em áreas com incidência alta de mosquitos, a maneira mais rápida e eficaz de protegê-lo é fazendo a prevenção. “Importante ressaltar que ainda que áreas litorâneas apresentem condições mais favoráveis ao desenvolvimento de mosquitos, a infecção também é detectada em outras regiões do País mesmo em estados distantes do litoral, por isso é importante a prevenção da dirofilariose em todos os cães. Além disso, a prevenção é uma importante medida para conter a doença e impedir que ela se alastre ainda mais e atinja lugares livres deste mal”, alerta Merlo.

Existem algumas medicações preventivas no mercado. “Importante lembrar que o cão deve ir ao menos uma vez ao ano a um médico-veterinário e de que qualquer tratamento deve ter o acompanhamento de um especialista”, finaliza Merlo.