duas pessoas e três cães em frente a uma letreiro

Vá a Serra Negra com seu pet – Foto: Luiza Cervenka

No último final de semana fui atender em Serra Negra. Para aproveitar a ida até lá, convidei uma amiga para irmos conhecer a cidade com nossos cães. Foi a melhor decisão! Sem conhecer nada da região, fui aos poucos pesquisando em site de viagem. Porém, nenhum falava sobre aceitar ou não cães.

Ao procurar por hotéis e pousadas pet friendly, me deparei com muitas opções. Isso já chamou minha atenção. Mas nada se compara à surpresa de chegar ao centro da cidade e encontrar inúmeros restaurantes, café, lojas e espaços que aceitam cães.

Pousada

Logo que chegamos à cidade, fomos para a Pousada Segredo da Serra. Um lugar super família. Fomos recebidas pela Elisa e pelo Fernando, donos da pousada. Em seguida vieram a Lua e o Café, os cães recepcionistas. Depois de muita festa e apresentações, fomos para o nosso chalé. No caminho nos deparamos com uma linda vista do vale e um jardim muito fofo.

cachorra sentada no banco de jardim

Aurora adorou o jardim da pousada – Foto: Luiza Cervenka

Teoricamente os cães devem permanecer na guia, mas como as cachorrinhas que levamos são muito comportadas e obedientes, liberamos para correrem e cheirarem o jardim.

Já no chalé, percebemos os cuidados de todos da pousada. Apesar de simples, tudo estava muito bem arrumado, limpo e cheiroso. Mesmo sem aquecimento, não passamos frio.

café da manhã na varanda

É possível tomar café acompanhado do pet – Foto: Luiza Cervenka

O farto café da manhã era servido na mesa, por conta da pandemia. A vista da varanda da casa era de encher os olhos e criar ânimo para desbravar a cidade, mesmo com seus 17oC.

No domingo, trocamos de pousada. Fomos conhecer outra área da cidade e um outro tipo de acomodação. Chegamos à Pousada Shangri-lá. Com muito requinte e delicadeza, a pousada fica localizada de frente a um lindo vale. Paisagem que pode ser vista de todos os lugares da pousada.

paisagem de montanhas

A vista espetacular da pousada – Foto: Luiza Cervenka

Já na entrada da pousada, fomos recebidas pelo Brad, um cão da raça labrador, anfitrião oficial da Shangri-lá. Ele tem um irmão border collie, mas esse não leva tão a sério o trabalho e prefere ficar deitado no seu puff, na recepção.

O chalé que ficamos possuía cerca e portão para que os pets pudessem ficar solto, sem que houvesse fugas. A regra de que cão deve ficar somente na coleira é levada à risca. Mas o jardim do chalé estava totalmente liberado para brincadeiras e passeios sem guia.

Bangalô com paisagem

Espaço de descanso e contemplação da vista – Foto: Luiza Cervenka

As acomodações são bastante luxuosas, assim como todo o hotel. Após passarmos pela varanda, adentramos uma saleta com lareira. O quarto aquecido possuía uma cama enorme com travesseiros, cobertores e edredons fofinhos. Sobre a cama, uma escultura de toalhas e flores em formato de cachorrinho.

cachorra na cama

Cada detalhe faz a diferença – Foto: Luiza Cervenka

Todos os locais do hotel podem ser frequentados pelos pets, menos dentro do restaurante. Todavia, há bangalôs na parte externa para quem está acompanhado dos peludos.

Restaurantes

Na praça central há inúmeros restaurantes com mesas na calçada. Todos aceitam pets. Fomos conhecer dois: o Café Boteco e a Lanchonete Americana. Em ambos comemos muito bem e os cães foram super bem tratados.

almoço com pets

Almoço no Café Boteco – Foto: Luiza Cervenka

O mais incrível da cidade é que todos são muito receptivos aos cães. Inclusive aqueles que estão a passeio sem cachorro. Não foram poucas as vezes que recebemos pessoas a nossa mesa para perguntar sobre os cães, fazer carinho e contar histórias.

Na rua das lojas (Rua Cel. Pedro Penteado) há inúmeros cafés, um mais charmoso que o outro. Não conseguimos visitar todos, já que fecham às 20h, por conta da pandemia. Mas fomos no Empório Passadore e pudemos sentar tranquilamente com nossos cães. Em nenhum momento vimos cara feia ou estranheza por parte dos clientes ou atendentes. Muito pelo contrário! Mais uma vez as cachorras eram motivo para iniciar ótimas conversas.

café com cães

Café Pet Friendly – Foto: Luiza Cervenka

Um restaurante que sai do circuito central, mas que vale muito a pena é da Pousada Shangri-lá. Com culinária internacional, é possível se deliciar com carne, frango, camarão, massas, sanduiches e fondue. Se eu puder dar uma dica, peça a sequência completa de fondue. É de comer e sair rolando. A sobremesa pode ser somente chocolate ou ninho com Nutella. E para conferir se tudo está de acordo, o Brad está sempre por perto.

duas pessoas jantando com cães

Sequência de fondue na Shangri-lá – Foto: Luiza Cervenka

Passeios

Por fazer parte do Circuito das Águas, Serra Negra possui inúmeras fontes. A única que tivemos que entrar com os cães no colo foi a de Santo Agostinho. Mas todas as outras pudemos entrar e aproveitar das propriedades da água (as cachorras também aprovaram).

Dois lugares que amamos foi o Parque Macaquinhos Turismo e o Alto da Serra.

O Parque Macaquinhos tem esse nome devido aos moradores do local. Em uma ilha, no centro do grande lado, há uma família de macacos prego. Mas fora da ilha, perambulando pelo parque há dois senhores: Chico e Davi. Muito observadores, os macacos prestam atenção em todos os cães que estão sem coleira, quebrando a regra principal do parque.

macaco na árvore

Chico observando todos que passam – Foto: Luiza Cervenka

É possível fazer tirolesa, andar à cavalo, andar de peladinho e almoçar no parque. Aproveitamos para fazer uma bela caminhada ao redor do lago e apreciar todos os animais do local.

lago com pedalinho

Lago do Parque Macaquinhos Turismo – Foto: Luiza Cervenka

O Alto da Serra vale a qualquer momento, mas se você puder ir ao pôr do sol, será presentado com um lindíssimo espetáculo. Local onde praticam parapente, o Alto da Serra se tornou um mirante com vista para a cidade. É possível observar diversas montanhas e vales que formam a região. Mesmo em dia nublado (como o dia que fomos), vale a pena a visita. Se quiser, pode esticar o passeio e comer em um dos food trucks que ficam no local.

vista por do sol

Alto da Serra no por do sol nublado – Foto: Luiza Cervenka

Também fomos ao Cristo e ao Parque da Represa. Passeamos, tiramos foto, mas ficamos pouco tempo.

cachorro no cristo

Cacau cansou de subir a escada do Cristo – Foto: Marilia Andrade

Um passeio que faltou na nossa viagem foi a Maria Fumaça. Bem que tentamos, mas a chuva torrencial impediu a nossa diversão e das cachorras também. Quem sabe em uma próxima…

maria fumaça

A chuva não permitiu que fizéssemos esse passeio – Foto: Luiza Cervenka

Compras

Serra Negra é muito conhecida pela confecção e lojas de roupas de tricot. Há uma rua inteira, com uma loja atrás da outra, com opções para todos os gostos, inclusive para cachorro. Estávamos com receio de entrar acompanhadas das cachorras. Então, enquanto uma experimentava roupa e comprava, a outra ficava com as cachorras do lado de fora. Grande besteira! Quando a vendedora da primeira loja viu as cachorras, fez questão que elas entrassem. Em todas as lojas, as cachorras foram muito bem recebidas e nós também.

cachorros na loja

Cachorras aguardando confortavelmente a finalização das compras – Foto: Marilia Andrade

Além das roupas, o comércio de doces e queijos é tentador. Mas ao invés de nos perdemos pelas lojinhas do centro, decidimos ir até a Fazenda Atalaia, em Socorro, e comprar os queijos premiados de lá. E, claro, as cachorrinhas foram conosco fazer uma degustação.

Nos surpreendemos positivamente com a cidade. Não apenas com sua beleza e simpatia das pessoas, mas com a receptividade com os cães. Eu ouso dizer que foi a cidade mais pet friendly que eu já visitei no Brasil.