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Quando pensamos em um cão velhinho, logo vem a mente aquele ceguinho, sem dente, com dificuldade para se locomover. Porém, muitos desses problemas comuns podem ser evitados, se os cuidados forem tomados desde cedo. As doenças oculares podem ser prevenidas, evitando a cegueira e a perda da qualidade de vida do animal de estimação.
A prevenção ainda é a melhor forma de evitar que um cão ou gato fique doente. Isso inclui cuidar muito bem dos olhos dos pets. Remover as remelas e consultar o veterinário oftalmologista são bons exemplos de manter a saúde ocular.
A cegueira é o principal medo dos tutores quando se fala nesse assunto. Porém, ela é apenas um dos sintomas de uma série de doenças que pode acometer o animal.
No geral, quando o animal fica cego, o problema já está em um estágio avançado, mas muitas vezes ainda pode ser revertido. Por isso, é importante saber como identificar os sinais de que algo não vai bem o mais rápido possível.
Algumas doenças realmente são assintomáticas nos primeiros estágios, mas um bom tutor pode notar comportamentos estranhos no bichinho de estimação desde o início, como bater a cabeça nas paredes ou coceira demasiada na região dos olhos.
Confira como identificar algumas das doenças oculares mais frequentes em pets para levá-lo a um veterinário oftalmologista, que irá ajudar o animal a manter a sua qualidade de vida mesmo em casos graves:
Conjuntivite

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A conjuntivite é uma doença caracterizada pela inflamação da conjuntiva, uma membrana externa que recobre o globo ocular. As causas variam e vão desde ciscos nos olhos e falta de lubrificação na região até a uma grave lesão na córnea.
Quadros de conjuntivite em animais de estimação fazem com que os olhos lacrimejam muito e ganhem uma coloração avermelhada, sintomas típicos dessa doença.
O incômodo da inflamação pode fazer com que o animal apresente coceira na região e passe a piscar demais ou a manter os olhos mais fechados. Além disso, remelas abundantes – que podem ter coloração branca, amarela ou verde – aparecem em volta dos olhos.
Apesar de extremamente incômoda, na maioria dos casos, a doença é simples de ser tratada, com colírios ou anti-inflamatórios. Porém, dependendo da causa, complicações podem ocorrer afirma o veterinário Cauê Toscano da Vet Quality.
Glaucoma

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Essa enfermidade é caracterizada pela hipertensão ocular, que compromete o nervo óptico e a retina. Trata-se de um problema de saúde que começa por causas genéticas ou como doença secundária relacionada a outras enfermidades, como diabetes.
O principal perigo é que, quando não tratado, o glaucoma pode prejudicar a visão, deixando o animal cego nos casos mais graves. O risco é ainda maior porque nos seus primeiros estágios, o glaucoma não apresenta sintomas.
Porém, conforme o desenvolvimento da doença avança, é possível notar dilatação da pupila, vermelhidão nos olhos e perda progressiva de visão.
Catarata

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A catarata é mais uma das doenças oculares e também pode levar à cegueira. Ela causa uma opacificação do cristalino, que vai obstruindo a visão do pet parcial ou completamente.
A doença pode surgir como consequência de outras enfermidades, por questões genéticas ou se desenvolver de maneira espontânea.
Na maioria dos casos ela surge nos animais que têm entre 6 a 9 anos de idade. Se o olho do animal de estimação está ficando esbranquiçado, pode ser um sinal de catarata. Neste caso, é possível evitar danos e recuperar a visão do animal no início da doença.
Úlcera

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A úlcera é uma lesão na córnea. O problema pode ser causado por um trauma, como um acidente ou uma queda, pela presença de um objeto estranho no olho ou pela falta de lubrificação natural na região.
Em seu primeiro estágio, ocorre apenas uma irritação dos olhos e a enfermidade ainda recebe o nome de ceratite. A evolução do quadro, com agravamento do ferimento, se torna uma úlcera.
As raças de cães braquicefálicas, como os Pugs, Shih Tzu e Buldogue Francês, e os gatos Persas, com narizes curtos e olhos saltados têm mais chances de sofrer com a doença.
Os sintomas que caracterizam a doença são dor, piscadas constantes, lacrimejamento e secreções. Além disso, o animal pode sofrer com a exposição à luz.
O tratamento pode ser feito com colírios, antibióticos, anti-inflamatórios e analgésicos. O veterinário oftalmologista pode receitar também o uso de um colar protetor para evitar que o animal coce a região e piore o ferimento.
Consulta com veterinário oftalmologista está entre os cuidados
Para evitar que o pet sofre com essas doenças, invista nos cuidados diários e periódicos que os animais precisam para que seus olhos estejam sempre saudáveis:
– Mantenha o local limpo. Fazer a limpeza e arejar o espaço que o animal fica é fundamental para evitar poeiras, ácaros e bactérias, que podem desencadear diversas doenças, inclusive na região ocular.
– Para limpar o olho, não use água boricada
– Evite retirar as remelas com os dedos ou unhas. Mesmo o algodão deve ser evitado. Ele pode deixar algum tipo de pelo ou resíduo no olho do animal. Dê preferência por gaze.
– Na hora do banho e da tosa, use apenas shampoos feitos para os peludos. Proteger os olhos durante o banho e aparar os pelos que ficam próximo dessa região vão evitar traumas e contato com pequenas partículas que podem irritar.
– Não deixe de fazer consultas regulares com um veterinário especializado na saúde ocular dos animais de estimação.  Elas são muito importantes para prevenir e diagnosticar todos os tipos de doenças que afetam a visão.
Percebeu qualquer alteração no comportamento do seu peludo ou na região do olhos, busque imediatamente um médico veterinário. Quanto antes for descoberta a doença, mais fácil e rápido é o tratamento.