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Uma pergunta que intriga a humanidade há anos, agora será desvendada! Várias são as histórias para explicar. Mas a grande curiosidade se dá por ser algo tão natural aos cães, porém, tão vexatório aos humanos.

Em todos os comportamentos executados por outras espécies, o ser humano tende a explicar por uma visão antropomorfista. É o famoso velho hábito de humanizar os animais. Não só cães e gatos padecem desse mal. Mas, devido à convivência intensa, são os que sofrem a maior consequência.

Comportamentos naturais dos animais são tidos como selvageria aos humanos. Talvez pelo grande pudor com assuntos vinculados ao sexo, tantas atitudes sejam repudiadas. Afinal, se são feitas com os filhos, por que não estender aos animais?!

O que muitos se equivocam é a origem e motivação para tais comportamentos. Hoje, vivemos de roupas e com regras sociais. O grande problema é que extrapolamos isso aos nossos animais. Amamos tanto esses peludos, que queremos que sejam iguais a nós. Não respeitamos sua individualidade, a natureza de sua espécie.

Basta um cachorro comer um chinelo, que ele é taxado de malvado, desobediente, malcriado. Adjetivos, estes, que costumamos dar a crianças. Todavia, esquecemos que o cão tem como comportamento natural destruir coisas. Ele utilizava esta especialidade para encontrar alimentos e destroçar algumas presas.

Em casa, oferecemos a comida prontinha no potinho. Sem dificuldade nenhuma para o cão comer rapidinho. E o que ele fará nas outras 23h e 57 minutos? Arranjar coisas para fazer, como se estivesse em vida livre. Ele foi selecionado para isso.

O ideal é oferecer a alimentação dentro de brinquedos, dispositivos ou desafios, para dificultar a aquisição. Desta forma é que ele é feliz. Não com comida no pote. Muitos desvios comportamentais podem ser evitados com apenas essa mudança na rotina.

Quinn Dombrowski/Creative Commons

E o que o fiofó tem a ver com isso?

Passada uma grande introdução, voltemos ao tema principal deste texto: o fiofó alheio.

Respeitar a natureza dos cães, também passa por permitir que eles se comuniquem. Não por latidos ou choros. Mas através do olfato: o sentido mais importante para os cachorros. Muito ignorado, por nós, humanos.

Se você não é igual minha mãe, que sente cheiros há quilômetros de distância (principalmente de comida queimando), com certeza você não compreende a importância que os odores têm na vida de um cão. Cheirar um poste, é muito mais do que sentir a amônia da urina alheia. É compreender o que esse animal tem feito, se é fêmea ou macho, se está em período reprodutivo, o que comeu e por onde andou.

Se você achou exagero, é porque nunca futucou no facebook alheio. É exatamente isso que o bumbum do outro cão é: uma rede social lotada de informações de suma importância ao cão.

Se para ser amigo de alguém, perguntamos sobre sua vida; para iniciar qualquer relação, o cão cheira o fiofó do outro. Lá estará tudo de mais importante. Inclusive como está o estado emocional do novo amigo. Nem precisa de emoji para isso.

Quer entender tim tim por tim tim dessa história?! Dá uma olhada nesse vídeo!

Agora já sabe: quando o seu cãozinho encontrar com outro na rua, permita que eles cheirem os fiofós. Além de melhorar a comunicação entre eles, você estará respeitando a natureza do seu cão. Não há nada de nojento nisso, viu?! Você não precisa cumprimentar seus amigos da mesma forma. Um apertão de mão e uma olhada no Instagram resolve tudo!

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