geckoam/Creative Commons

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Após um verão com temperaturas elevadíssimas, chega o outono para nos lembrar o que é frio. Imagina como será esse inverno. Já tirou os casacos de lã do armário? Não somos só nós que sentimos frio. Temperaturas baixas podem debilitar os animais e facilitar que eles fiquem doentes.

Você sabe quais são as doenças mais comuns no frio?

“É muito comum os gatos apresentarem bronquite e asma, as quais têm seus sinais clínicos exacerbados em épocas frias e chuvosas.” comenta a médica veterinária especialista em felinos, Dra. Vanessa Zimbres da Clínica Gato é Gente Boa.

Canopener Sally/Creative Commons

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Com o frio, os animais ficam mais preguiçosos, dormem mais e sentem menos sede. Com tudo isso, eles esquecem de beber água e podem sofrer de desidratação. O animal desidratado fica mais propenso a ter outras doenças, como aquelas que acometem o trato respiratório, típicas dessa época fria.

Cães que vivem em grupo estão mais propensos a terem tosse dos canis, mas não só eles.  Essa doença é altamente contagiosa. Pode ser contraída em qualquer época do ano, mas o frio favorece a proliferação, devido à diminuição da ingestão de água e de alimentos, ao fato dos animais ficam mais juntos para se aquecerem e de se movimentam menos.

Cães e gatos também ficam gripados?

Hanafan/Creative Commons

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Sim. Além de ficar gripados, cães e gatos podem ter pneumonia. Muitas vezes, o focinho escorre, uma tosse aparece e ele para de comer. Até percebemos os primeiros sintomas da gripe, pode haver uma evolução, se o animal estiver com o sistema imunológico frágil, e desenvolver uma pneumonia bacteriana. Assim como em humanos, essa doença deve ser tratada com medicação, repouso e muito cuidado.

Uma das formas de se ver livre dessas gripes é por meio da vacinação. Em cães, há uma vacina específica contra a gripe dos canis, com 95% de eficácia. “Mesmo cães que não moram em canil ou que não saem muito de casa, devem tomar essa vacina” afirma a médica veterinária, Dra Maria Carolina Ramos Nogueira da clínica Bichos do Bexiga. É sempre melhor (e mais barato) prevenir do que remediar. A médica veterinária indica a vacinação entre abril e maio, antes que comece o inverno. Corre para vacinar seu cãozinho, que ainda dá tempo.

Quem mais sofre nessa época gelada?

DaPuglet/Creative Commons

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Cães e gatos de focinho curto (braquicefálicos), como pug, buldogue, boxer e persa, sofrem bastante no inverno. Não apenas por conta do frio. A purificação do ar deve ser feita no nariz, bem como o aquecimento do ar que vai parar nos pulmões. Quando o focinho é “achatado”, não tem caminho suficiente para ocorrer essa purificação e aquecimento, facilitando problemas respiratórios, devido ao frio, ar seco (baixa umidade) e aumento da poluição. Esse quadro se agrava mais quando o proprietário é fumante.

Filhotes e idosos também sofrem muito com estações geladas. Os bebês ainda não tem o sistema imunológico estável e podem adoecer com qualquer mudança brusca. Eles ficam mais susceptíveis a doenças, inclusive do trato respiratório. Da mesma forma, os idosos, muitas vezes, não estão com a saúde em dia, e podem ter uma redução da capacidade do sistema imunológico em lidar com agentes infecciosos. Além disso, os idosos sofrem ainda mais no frio, devido a problemas articulares e de coluna. É comum que, somente nessa época fria, animais a cima de 7 anos, de qualquer raça, possam apresentar dificuldade de andar, manquem, não queiram levantar por consequência de dor. Fique atento e qualquer sinal de desconforto, leve ao veterinário.

O que eu posso fazer para minimizar os problemas do frio?

K-nekoTR/Creative Commons

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Mesmo cães saudáveis podem sofrer com as temperaturas baixas. Por isso, vale a pena seguir as recomendações das medicas veterinárias Vanessa Zimbres e Maria Carolina:

– evite tosar seu pequeno no inverno. Se tiver pelo curto, coloque roupinha. Gatos também podem usar roupinha, se gostarem. Só cuidado para não super aquecer o animal com muita roupa.

– coloque um cobertor ou colchão para ele dormir. Evite deixa-lo em contato direto com o chão.

– procure dar banho em horários mais quentes do dia.

– ao sair do banho no pet shop, aguarde uns 30 minutos até ir para a rua, para não dar choque térmico. Se preferir, enrole o pequeno em um cobertor.

– coloque mais potes de água na casa. Com o frio, os peludos bebem menos água e correm risco de ficar desidratados.

– dê mais alimentação úmida e frutas. É uma das formas de ajudar o pet a beber mais água e ficar hidratado.

Dottie Flower and Candy/Creative Commons

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– passeie entre as 10h e 16h. Evite sair com seu cão no sereno. Se precisar sair com ele à noite, use roupas ou capa de chuva.

– cuidado com a corrente de ar, mesmo dentro de casa. Deixe seu pequeno sempre abrigado do vento e da chuva.

– se possível, deixe uma fresta de sol para seu pequeno se aquecer.

– “Os gatos [e os cães] se alimentam e ingerem menos água em climas frios. Consequentemente dormem mais. É por isso que uma boa alimentação é necessária a fim de oferecer boa nutrição com pouca quantidade” alerta a Dra Vanessa.

– “Vacinar os cães contra gripe dos canis, além de imunizar o seu cão, evita que a doença se propague.” enfatiza a Dra Maria Carolina.

Se minha avó fosse escrever esse post, ela resumiria assim: “Não esquece o casaco! Cuidado com a friagem! Toma uma canjinha para ficar forte e se aquecer!”.

Como você transporta seu bichinho no carro? Ele enjoa muito? Saiba quais são as normas para levar seu pequeno para dar um passeio de carro. Descubra as novidades do mercado pet para facilitar as viagens. Tudo isso na semana que vem, dia 27/05.