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Ainda é hábito do brasileiro querer colocar seu cachorro para cruzar. Seja por motivos de saúde, beleza ou natureza, diversas pessoas estão aumentando o número de animais. Mas pior do que isso, muitos desse pets gerados estão com problemas genéticos.

Faz parte da cultura humana acreditar em uma verdade para sempre. Isso porque, no início da civilização, as informações e conhecimentos eram passados através da fala, de pai para filho. Nas aldeias, os mais velhos passavam todas as informações sobre a sobrevivência aos mais novos. Desde como preparar um medicamento até como saber se vai chover.

Muitos desses conhecimentos são válidos até hoje. Porém, sabemos que manga com leite nunca matou ninguém. Com o avanço da ciência e os experimentos, diversos ensinamentos caíram por terra. Mas a divulgação dessas descobertas ainda é lenta, quando comparada àquelas passadas pelos antepassados.

Michael Ruiz/Creative Commons

O que isso tem a ver com cruzar ou não seu cachorro?

Tudo! Há anos atrás, acreditava-se que cruzar a fêmea pelo menos uma vez, minimizava a chance de tumor mamário. Assim, como diziam que o macho tinha que cruzar pelo menos uma vez para ter o prazer da cópula e melhorar seu comportamento.

Nessa mesma época, não tínhamos conhecimento tão aprofundado sobre a genética dos animais. Por isso, era costumeiro cruzar seu cão com o da vizinha e vender os filhotinhos.

Hoje, a história é outra. Sabemos bastante sobre as doenças genéticas. Por isso mesmo que os filhotes de canis super idôneos estão cada vez mais caros. Há um grande estudo genético por trás, para ter mais segurança sobre a saúde e comportamento dos filhotes.

Hedgehog Fibres/Creative Commons

Mesmo com tantos avanços, muitas pessoas continuam cruzando seus cães, sem pensar em diversos fatores. Vamos a alguns deles:

  • Super população. Ao cruzar seu peludo, você contribui para o aumento desenfreado da população de cães. Já temos inúmeros nas ONGs, abrigos ou mesmo na rua.
  • Animais abandonados. Quando nasce filhotes, eles são doados ou vendidos para amigos ou desconhecidos. Porém, não garantimos como será a vida deste animal. Se ele vai ser bem cuidado ou se não vai ser abandonado.
  • Doenças. Normalmente, as pessoas cruzam seus cães antes dos dois anos de vida. Nessa fase, muitas vezes, as doenças genéticas não se manifestaram. Problemas respiratórios, articulares, neurológicos, endócrinos e até câncer podem passar de geração em geração. E de quem é a responsabilidade por criar cães doentes, que sofrerão o resto de suas vidas?

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  • Cães não sentem prazer na cópula! Se você pensa em cruzar seu peludo para que ele tenha o “prazer do sexo”, esqueça! Cães não copulam por prazer, mas por uma necessidade fisiológica de preservação da espécie. Bem diferente do seu humano.
  • Cruzar não evita câncer de mama! A única coisa, comprovada cientificamente, que evita câncer de mama é a castração.

Esses são apenas alguns pontos. Para saber mais, assista esse vídeo.

A única saída para evitar todas essas consequências ou problemas é a castração. Por isso, converse com o médico veterinário sobre o melhor momento e técnica para castrar o seu pet.

Sei que mesmo com todos esses argumentos, ainda há diversas pessoas que optam por cruzar seu cão. Mas só iremos garantir a saúde e bem-estar dos peludos, quando passarmos as informações a diante. Mais uma vez, convoco você a divulgar esse texto e vídeo. Mande para aquele seu amigo turrão, ou para aquela vizinha cheia de cães não castrados. A felicidade dos peludos está em nossas mãos!

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