Cachorro no meio de flores

Florais podem ajudar no emocional dos pets – Angelbattle bros/Creative Commons

No balcão do pet shop ou mesmo da clínica veterinária podemos encontrar diversos florais para as mais variadas queixas. Mas qual escolher? Quais as vantagens e desvantagens desse tipo de produto?

Segundo Inês Haga, Gerente Comercial da Pethy Group, o floral é uma Medicina Natural, descoberta pelo médico inglês Dr. Edward Bach na década de 30 (florais de Bach). “São essências extraídas de flores, árvores, arbustos e folhas. Elas tratam 38 diferentes emoções. Elas podem ser utilizadas sozinhas ou combinadas. Não tem nenhuma contraindicação, nem efeitos colaterais” explica Inês.

Apesar do floral para humano e pets terem as mesmas essências, a concentração muda. Por isso, nada de oferecer floral de adulto para seu cachorro ou gato.

Quando dar floral para o pet?

Os florais podem ajudar em várias situações: ansiedade, medo, carência, traumas, perdas, mudanças e situações de emergência.  Segundo a médica veterinária Beatriz Fonseca Fava, especializada em fisioterapia, acupuntura e florais, a principal função do uso dos florais é equilibrar a parte emocional dos animais. “Os florais podem ser usados como terapia complementar em tratamentos com alterações físicas. Por exemplo um animal muito ansioso, com problemas de coluna, podemos administrar com intuito de deixar o animal mais calmo evitando uma nova lesão” relata.

O mais comum para o uso dos florais são em situações de mudança de ambiente, a chegada de um bebê, adoção de um novo pet, saudades do tutor.

Os melhores resultados podem ser observados em alterações que envolve distúrbios emocionais e comportamentais. “Dentro da minha rotina, utilizo como auxilio no tratamento de problemas físicos como: gastrite, diarreia, vômitos, problemas de pele, etc, onde o emocional pode afetar o resultado final do tratamento” aponta Dra Beatriz.

A seguir algumas situações comuns em que o floral pode ser uma terapia integrativa:

  • adaptação
  • agressividade
  • ansiedade
  • automotilação
  • estresse
  • latido excessivo
  • medo
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Florais podem ajudar na adaptação a novas situações – Vineet Radhakrishnan/Creative Commons

Como administrar o floral para cães e gatos?

Inês ensina que o floral pode ser utilizado diretamente na boca dos pets, na água, nos brinquedos, na ração, nas patas, ou mesmo no focinho. “No pelo, pode ser passado com algodão” conta.

Por que muitas pessoas dizem que floral não funciona?

Segundo Inês, isso acontece devido ao fato das pessoas pensam que o floral é um medicamento (droga). “Os florais tratam as emoções. Isso exige uma rotina, dedicação do tutor. Não tem efeito imediato. Eles agem sutilmente” enfatiza.

Já Dra Beatriz alerta que os florais têm como princípio tratar o doente e não a doença. “O problema de cada pet deve ser avaliado individualmente. Por este motivo é necessária uma avaliação correta do indivíduo, buscando o real motivo para aquele comportamento, e fazendo o uso correto do floral” diz.

O tratamento deve ser sempre associado a melhora da qualidade de vida e um ambiente mais saudável e equilibrado ao pet. “Muitas vezes o floral indicado pode não ser o correto para aquele distúrbio de comportamento, levando ao insucesso do tratamento” lembra Dra Beatriz.

Há diversos tipos de florais no mercado, não apenas o de Bach. Independentemente do tipo do floral, o mais importante é identificar as reais motivações para tais comportamentos e fazer a associação correta.

Segunda a Dra Beatriz, os blends pré-prontos (junção de duas ou mais essências para tratar algo específico) foram fabricados como apoio emergencial, para extrema necessidade e intervenção rápida. “Muitas vezes eles acabam sendo genéricos na sua composição. É muito importante lembrar da necessidade de analisar o pet, levando em consideração a individualidade e particularidade de cada caso. Podemos utilizar os blends como apoio, porém se faz necessário uma consulta com especialista para adequar o tratamento” finaliza Dra Beatriz.

Os florais podem ajudar e muito em tratamentos, mas não devem ser usados como soluções mágicas. Busque um profissional que possa orientar sobre o melhor uso e a melhor formulação para cada caso em específico, levando em consideração todas as questões comportamentais envolvidas.