Foto: Luiza Cervenka

Fui viajar com minha cachorrinha Aurora para os Estados Unidos. Com toda documentação em mãos, foi fácil embarcar para lá. Mas na hora de voltar, não foi tão simples assim. Algumas dicas podem facilitar seu retorno com o peludo.

Cada vez mais os tutores estão buscando destinos para viajar acompanhados dos seus animais de estimação. Cachorros se tornaram super aceitos em diversos hotéis, restaurantes e passeios. Um dos meus locais favoritos para viajar com cachorro, sem dúvidas, é Miami. Além de ter muitos locais pet friendly, há uma diversidade imensa de parques e praças para o peludo se divertir.

Com o aumento da procura por destinos como os Estados Unidos, o Ministério da Agricultura facilitou o processo de documentação para ir e para voltar dos EUA. Agora o tutor pode fazer tudo online, gratuitamente e de forma rápida. Porém, alguns detalhes devem ser observados.

Veja algumas dicas para levar o peludo para os EUA

A grande mudança está no processo da volta. Antes, era preciso seguir os mesmos passos feitos no Brasil (veterinário, vacina, antipulgas, vermífugos e liberação do “ministério” de lá). Porém, agora, para cães que saíram do Brasil em até 60 dias antes do retorno, não há necessidade de nenhum outro documento. O CVI eletrônico emitido pelo Brasil, junto com a carteirinha de vacinação válida, já bastam para o retorno.

A grande questão é que, por ser um processo novo, muitas companhias aéreas ainda desconhecem.

Foto: Luiza Cervenka

Já ciente do novo procedimento, fui fazer o check-in com a Aurora para retornar ao Brasil, após passar quinze dias nos EUA. Quando entreguei a documentação expedida pelo Brasil, a atendente informou que eu não poderia embarcar. Disse que eu deveria ter o carimbo do USDA (o “ministério da agricultura” dos EUA). Eu expliquei que o processo havia mudado. Agora a documentação do Brasil vale por 60 dias, sem necessidade de validação do USDA.

Após consultar umas dez pessoas, tirar foto do documento e uma leve crise de ansiedade minha, tudo foi liberado. Não foi simples, pela falta de informação dos atendentes. Mas eu compreendo, já que é algo mais novo. Se eu não tivesse a informação certa e argumentado com a atendente, eu poderia ter perdido o voo.

Vale lembrar que esse procedimento é apenas para cães que saíram do Brasil em até 60 dias antes do retorno. Se passar os 60 dias, ou se o animal não tiver saído do Brasil, aí sim é necessário passar por todo o trâmite de veterinário e USDA.

O que mudou e facilitou foi a possibilidade de envio da documentação, feita pelo veterinário dos EUA, para o USDA pelo correio. Mas a dica é: vá a um veterinário nos EUA que envie a documentação para o USDA por correio por você. Muitas pessoas fazem isso por conta própria e não enviam o envelope pago para retorno da documentação. É algo simples, mas que pode custar a negação da sua viagem.

Em casos emergenciais, apenas, ainda é possível ir pessoalmente ao USDA. A depender da cidade americana, a liberação pode ser feita na hora ou após 24h.

Essas regras são válidas para animais que viajarão na cabine ou despachados, animais de suporte emocional ou de serviço. Também é importante estar ciente das normas da companhia aérea que irá viajar.

Agora que está muito mais fácil viajar, já estou programando minha próxima viagem com a Aurora. Para acompanhar todos os detalhes, basta me seguir no Instagram @luizacervenka