Laura Limón/Creative Commons

Laura Limón/Creative Commons

Quem gosta de animais, fica incomodado ao presenciar um cão na rua ou um gatinho miando a procura de um dono. Muitas vezes nos sentimos impotentes ou não sabemos como agir. Há o receio de pegar o animal e ele ter uma doença, ou mesmo dele se assustar e machucar quem está resgatando.

A Gabriela Masson, diretora da ONG Amigos de São Francisco, conta que a primeira coisa a se fazer nessa situação é tirar o animal de perigo. Se estiver na rua, correndo risco de ser atropelado, retire-o deste local e coloque-o em outro mais seguro. Se estiver com receio de ser atacado, chame um protetor ou um veterinário para ajudar.

A fundadora da OSCIP Adote um Gatinho, Susan Yamamoto, alerta que não pode deixar o resgate para depois: “Muitas pessoas costumam deixar o gatinho na rua até conseguir ajuda e quando voltam já é tarde; o gato já sumiu ou foi atropelado”.

O segundo passo é verificar com as pessoas da região se o animal possui dono ou se já foi visto por alí. “Algumas pessoas ligam para gente ir resgatar animais que estão na rua, mas, muitas vezes, ele possui um dono que pode ser até um morador de rua. Neste caso, o animal deve ficar com seu dono” explica Gabriela.

Se o peludo não tem dono, o terceiro passo é levar ao veterinário para vaciná-lo e castrá-lo. Há diversos veterinários que são solidários a causa animal e, quando sabem que o animal foi resgatado da rua, fazem desconto ou não cobram. “Todo animal só é doado quando castrado, vermifugado e vacinado. Assim, você colabora para que novos gatinhos não nasçam sem perspectiva de um lar e ainda ajuda no controle populacional” incentiva Susan.

Enquanto isso, vá atrás de ONGs que ajudem a divulgar o caso, para que o pequeno possa ser doado. As redes sociais, pet shops e clínicas veterinárias são muito importantes para ajudar a compartilhar casos de doação.

Pode parecer trabalhoso, mas é a forma mais adequada de conseguir ajudar o animal. Simplesmente chamar uma ONG ou fazer denúncias no centro de zoonose pode não surtir efeito. “Algumas pessoas acham que as ONGs são responsáveis pelos animais de rua. Essa é uma responsabilidade do estado, de saúde pública. Todo cidadão pode ajudar, fazendo sua parte. São inúmeros pedidos de resgate que recebemos diariamente, mas não temos braços para atender a todos. Os abrigos estão lotados!” pontua Juliana Camargo, presidente da AMPARA Animal.

Susan resgata gatinhos há 13 anos e é veemente ao relatar: “Não tem alegria maior do que salvar um gatinho das ruas. Você pode fazer a diferença. Não feche os olhos para um bichinho abandonado”.

Quero ajudar uma ONG

Se você não se deparou com um animal correndo perigo na rua, mas quer abraçar a causa animal, você pode escolher uma ONG para ajudar. Você pode colaborar com doação de dinheiro, doação de suplementos (ração, cobertor, remédios, vacina), apadrinhando um animal, sendo lar temporário ou mesmo como voluntário.

Como posso apadrinhar um animal?

Algumas pessoas gostariam de poder adotar cães e gatos, mas por diversos motivos, não podem realizar esse desejo. Para isso, muitas ONGs desenvolveram o “apadrinhamento”, que nada mais é que ser o padrinho ou madrinha de um peludo, enquanto ele ainda não foi adotado.

Para isso, você deve ir até a ONG, escolher o animal, contribuir mensalmente com ração, remédios ou uma quantia em dinheiro. Você poderá visita-lo sempre que quiser e receberá fotos dele. É uma forma de ajudar principalmente aqueles animais com maior dificuldade para serem adotados.

O que é ser lar temporário?

Se você gostaria de ter um animal, mas não pode adotar um, ou se já tem um e gostaria de outro para fazer companhia, você pode se inscrever para ser lar temporário. Pode ser por um tempo, ou até o animal ser adotado.

O peludo irá para sua casa, mas não será seu. Sua casa será um lar para ele, até que um dono definitivo queira adotá-lo. Pode parecer estranho, mas é uma ótima alternativa para quem ficará pouco tempo em uma cidade, ou quer uma companhia por algum tempo.

Para se cadastrar como lar temporário, você deve buscar uma ONG e preencher um longo questionário e seguir algumas regras. Mas lembre, chegará o dia que você terá que se despedir dele, para que ele vá para a família definitiva. Se você se apega fácil, essa não é uma boa opção.

Voluntariado animal

Karl Grawe/Creative Commons

Karl Grawe/Creative Commons

Todas as ONGs precisam de voluntários, seja para levar ou buscar animais, para trabalhar no abrigo, ou mesmo para trabalhar nas feirinhas e bazares.

Mesmo que você só possa se comprometer um sábado por mês, por exemplo, as ONGs aceitam e agradecem. É uma forma de estar com os animais, brincar e ainda ajudar na divulgação da causa, para que mais animais sejam adotados.

Não é preciso nem sair de casa, profissionais podem doar um pouquinho do seu tempo na sua própria área de atuação. Um designer, por exemplo, pode auxiliar a fazer um logo para ONG. “Aqui na AMPARA temos psicólogos voluntários que visitam casas de acumuladores. Os animais são doados e o trabalho continua, como uma terapia, para que a pessoa não pegue mais animais” exemplifica Juliana.

Ao compartilhar as fotos dos animais que estão para doação já é uma ajuda enorme. É um trabalho fácil e rápido, que todos podem fazer, sem custo algum.

Como escolher a ONG?

Jeremiah Roth/Creative Commons

Jeremiah Roth/Creative Commons

O processo de escolha de uma ONG pode ser a parte mais complicada. Nem todo protetor é tudo aquilo que ele diz. Por isso, o ideal é visitar o local onde ficam os animais. Veja como eles são tratados, em que condições vivem. Pergunte sobre as histórias de adoção, quantos animais chegam e são doados, e como são os trâmites para quem quer adotar.

Todas essas informações mostram a idoneidade daquela pessoa/instituição. Alguns acumuladores de animal pedem ajuda financeira, mas não mostram os animais e nem falam sobre os que foram doados.

Se mesmo assim, você tem receio de escolher uma ONG, a AMPARA Animal é uma OSCIP e ajuda 250 instituições e protetores sérios. “Basta entrar no nosso site e escolher a ONG mais próxima à residência” sugere Juliana.

Nota Fiscal Solidária

Algumas ONGs recolhem notas fiscais (sem CPF) para receberem o valor do imposto. Você pode guardar todas as notas, de qualquer valor e enviar para a ONG. A AMPARA, por exemplo, tem postos de coleta na rede Petland e Petz. Basta achar uma urna e depositar a nota fiscal.

Aquisição de produtos

Quase todas as ONGs vendem produtos com seu logo, seja um calendário, uma caneca ou camiseta. Aproveite para presentear seus familiares e amigos com esses artigos. Você ajudará muito aos animais que ainda aguardam por adoção.

E o mais importante de tudo, ajude a divulgar a importância da adoção. Converse com seus amigos que estão em busca de um peludo. Fale sobre a alegria de poder salvar um bichinho da rua. Não somos nós que os escolhermos, são eles que nos escolhem!

Nosso próximo encontro será na quarta-feira, dia 13/01. Até lá!