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Uma grande parte dos problemas dos cachorros, tanto fisiológica, quanto comportamental está vinculada à hora da alimentação. Muitos tutores oferecem a alimentação no pote, com a certeza de ser o melhor. Mas há muito a se prestar atenção neste momento.

Um dos problemas mais comuns vinculados à alimentação inadequada é o excesso de ganho de peso. Muitos animais consomem muito mais calorias do que necessitam, de acordo com seu estilo de vida. De acordo com a médica veterinária e coordenadora de Comunicação Cientifica da Total Alimentos, Bárbara Benitez, a refeição deve ser regrada e assim, o tutor evita que seu cachorro fique obeso. Mas, existem erros muito comuns que são cometidos pelos tutores de cães na hora da alimentação.

Dar comida durante a sua refeição

O campeão é aquele pedacinho de pão, presunto ou borda de pizza que muitos tutores costumam dar enquanto estão comendo. “Ah, mas ele está com vontade!”, muitos dizem. Mas na verdade, se você estiver comendo a ração dele e oferecer, ele vai querer. Os cães não têm um paladar tão apurado quanto o nosso. Eles são movidos mais pelo olfato e pela interação social.

Os cachorros sabem como ninguém pedir comida quando estamos à mesa, mas ao alimentá-lo dessa forma você estará ensinando que chorar e latir são as melhores maneiras de ele conseguir o que quer. Depois, quando chegar a visita e você quiser que ele não peça comida à mesa, ele vai chorar e latir mais alto, você vai se irritar e a confusão está armada.

Mas o grande problema de alimentar o cachorro à mesa é o tipo de comida dada. Além de ser itens não balanceados e sem nutrientes, que não fazem parte da dieta dos canídeos (pães, massas, pizzas, etc), eles possuem muitas calorias. Dificilmente isso será descontado da porção diária de ração. Assim, o cão consumirá mais calorias do que precisa e pode acabar engordando.

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Dar restos de comida caseira

A ração para cães é balanceada, tem os nutrientes necessários e na quantidade correta para o organismo de acordo com seu estágio fisiológico (filhote, adulto e idoso). Muitas pessoas acreditam que alimentar os cachorros com sobras das refeições é suficiente ou que podem ser fornecidas como complemento à ração. Porém, as necessidades nutricionais dos cães são diferentes das humanas, o que pode levar à desnutrição ou obesidade. Além disso, alguns temperos e gordura podem fazer mal ao cachorro.

Se há o interesse de oferecer alimentação natural para o animal, deve-se buscar um médico veterinário nutricionista e fazer uma dieta específica para aquele cãozinho.

Dar comida no pote

Pode parecer estranho, mas o ideal é não oferecer comida no pote. Um local previsível e sem graça, o comedouro pode facilitar a alimentação muito rápida, para os cães gulosos, ou pode desinteressar os cães mais inapetentes. O melhor dos mundos é buscar por comedouros lentos, brinquedos recheáveis, tapetes de fuçar, tabuleiros, para estimular um comportamento natural do cão: a caça e busca pelo alimento (forrageamento).

Não controlar a quantidade de ração fornecida por dia

Deixar o pote de ração sempre cheio dá menos trabalho. Porém, pode fazer o seu cachorro comer além do necessário e gerar um quadro de obesidade. O ideal é que cães sejam alimentados de 2 ou 3 vezes por dia. Mas nada de comida no pote! Lembre de oferecer em desafios os dispositivos que liberem ração. Mas não é por isso que você vai dar qualquer quantidade. De acordo com a indicação do médico veterinário, a porção diária deve ser pesada e oferecida.

Um cachorro que tem ração a vontade irá comer mais do que deve e ter mais dificuldade para brincar ou mesmo fazer treinamentos, como o adestramento.

Escolher a ração errada (raça, porte, idade)

Existem muitas rações de cachorro disponíveis no mercado e é difícil escolher qual oferecer ao seu amigo. Dar a ração certa para o tamanho, idade e raça do seu cachorro é essencial para a nutrição e saúde dele. Em qualquer fase de vida você deve fornecer o melhor alimento para seu pet.

Evite cometer um dos erros acima para garantir uma vida mais saudável ao seu cão. Dicas ou dúvidas, consulte um médico veterinário de confiança, que saberá das necessidades especiais do seu pet e ajudará na escolha certa da alimentação.