Com você também é assim? Mesmo sabendo que o dia primeiro de janeiro é apenas mais um, entre os 365 e que não gera nenhuma mudança concreta nas nossas vidas, a chegada de um novo calendário costuma soar para mim como um portal. Basta atravessá-lo que ganho forças para mudar alguns hábitos, acertar as arestas que ficaram dos anos anteriores, resolver todas as pendências, das mais variadas esferas… Essa é a sensação que eu tenho quando chega a meia noite do dia 31 de dezembro, mas na prática, é claro, não funciona assim, como você bem sabe. 

 

Mas se tem uma coisa que fica de toda essa empolgação momentânea é que eu consigo pelo menos identificar o que precisa ser mudado: colocar o filho na cama mais cedo, ler ao lado dele antes de dormir, melhorar a frequência da atividade física, fazer os exames de rotina… as resoluções vão me acompanhar durante todo o ano, algumas serão resolvidas, outras vão compor a lista do ano seguinte. Se você ainda não fez a sua, posso tentar te ajudar, pelo menos com relação ao que pode melhorar na alimentação. 

 

-Diminuir o consumo de comida pronta

 

Durante a pandemia, os aplicativos de entrega de comida cresceram exponencialmente no Brasil e no mundo. A facilidade de acesso, a praticidade e as promoções com preços e taxas de entrega reduzidas fizeram com que o número de consumidores aumentasse a cada dia no País. Sabe quais foram os alimentos mais consumidos? De acordo com o aplicativo de entrega de comida, Delivery Much, os sanduíches ocuparam a primeira colocação do podium, seguidos pelos hambúrgueres e pela pizza. Entre os itens que tiveram o maior aumento nas vendas desde o início da quarentena estão os pães, com alta de 277%, e as sobremesas, com alta de 203%. 

 

O que eles têm em comum? Excesso de gordura e de carboidratos refinados e ausência de fibras, vitaminas, minerais e compostos bioativos. O problema do aumento do consumo destes itens é que eles estão substituindo a comida caseira, feita com alimentos naturais, como: cereais, leguminosas, raízes, legumes, verduras e frutas. Em tempos de pandemia, é fundamental que eles estejam presentes diariamente na nossa mesa para fortalecer nosso sistema imunológico.  

 

Os perigos do fast food, o queridinho dos brasileiros.

 

No Ifood os pedidos por comida japonesa subiram quase 50% em seis meses: com 30,6 milhões de pedidos em março, esse número chegou a 44,6 milhões de pedidos em agosto de 2020. Esta parece ser uma opção saudável, porém os sushis e sashimis estão sempre banhados em shoyu. É importante dizer que o shoyu comercializado por aqui tem uma alta concentração de glutamato monossódico, um aditivo químico nocivo à saúde. Eu também amo comida japonesa e consumo de vez em quando, o problema, como sempre, está no excesso e na alta frequência. 

 

Excesso de alimentos ultraprocessados pode provocar hipertensão arterial

Pode espalhar, a vilã da vez é a soja!

A comida que você faz é mesmo caseira?

 

-Se preocupar mais com a saúde do que com o peso

 

Nos últimos anos notei um aumento significativo dos movimentos pela aceitação da autoimagem das mulheres e uma tentativa de desconstrução do “padrão de beleza” que exclui a maioria da nossa população. Mas infelizmente, ainda há milhares, senão milhões de brasileiras/os se submetendo a cirurgias arriscadas, a dietas restritivas e ao uso indiscriminado de medicamentos na busca pelo peso “perfeito”. 

 

Para 2021 desejo a você muita autoaceitação

 

É importante ressaltar que ausência de gordura corporal não é sinônimo de saúde, pelo contrário, se ela for conquistada por meio de uma alimentação muito restrita, na ausência de carboidratos ou gorduras, ou por uma grande quantidade de horas em jejum, por exemplo, pode representar sérios problemas imunológicos, hormonais, como infertilidade e neuro comportamentais, como ansiedade, irritabilidade e apatia, entre tantos outros.      

 

Dietas que restringem o carboidrato podem causar várias doenças

Cuidado com o jejum intermitente, saiba primeiro se ele é bom para você

 

-Consumir mais frutas 

 

Quando eu era criança me lembro que as frutas já estavam bastante presentes no meu dia a dia e seguem até hoje. Mas para a geração do meu filho percebo que elas já não têm mais a mesma importância, é muito difícil encontrar quem consuma pelo menos 5 unidades por dia, de preferência variadas. A importância delas para a nossa saúde não mudou com o passar dos anos, o que diminuiu foi o grau de informação das pessoas sobre os seus benefícios. 

 

Hoje há também uma confusão muito grande, mesmo entre profissionais de saúde, sobre a relação delas com o ganho de peso. A verdade é que as frutas nos ajudam a emagrecer, mas o que mais se ouve por aí é que elas são carboidratos e por isso, engordam. Um grande erro. As frutas têm sim uma parcela de carboidrato na sua composição, mas pertencem ao grupo dos “reguladores” o mesmo dos legumes e das verduras, por que o que elas tem em sua maioria, são vitaminas, minerais e compostos bioativos, imprescindíveis para o funcionamento do organismo. 

 

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Atenção, fruta não engorda!