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Convencer as pessoas sobre os benefícios dos alimentos orgânicos parece uma tarefa quase tão difícil quanto a de conquistar uma medalha olímpica. Por exemplo, tenho certeza que você já leu dezenas de reportagens sobre as preparações para os Jogos, a chegada dos atletas, as instalações, as obras e tudo que gire em torno deste tema. Mas você já ouviu falar na iniciativa “Rio Alimentação Sustentável”? Imagino que não. Então vou te apresentar. O projeto tem como objetivo apoiar o Comitê Rio 2016 na viabilização da oferta de alimentos saudáveis e sustentáveis para todos os envolvidos nessa edição dos Jogos. A ação está sendo feita por uma rede de 35 organizações, entre institutos, instituições de pesquisa, ongs e órgãos públicos municipal e federal, que estão trabalhando na mobilização de produtores, fornecedores e consumidores dos orgânicos para fomentar a cadeia de comercialização destes alimentos. A rede é coordenada pela Conservação Internacional (CI-Brasil) e pela WWF-Brasil.

Esporte e alimentação saudável são complementares. Basta perguntar aos atletas de alto nível se eles se preocupam com o que costumam comer, prova disto é que praticamente todas as delegações incluem nutricionistas e muitas até trazem seus próprios alimentos. Quem precisa atingir um rendimento acima da média, também precisa ingerir boas doses de bons nutrientes. É neste momento que entram os orgânicos, que são comprovadamente, muito mais nutritivos do que os alimentos produzidos pela agricultura convencional. Durante as Olimpíadas e as Paralímpíadas serão servidas cerca de 14 milhões de refeições e segundo a gerente de Alimentos e Bebidas do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, Leila Luiz, “Nosso objetivo é oferecer uma alimentação saudável, sustentável e que promova a rica cozinha brasileira”.

O nosso País tem um dos maiores índices de utilização de agrotóxicos do mundo. E não são só os efeitos nocivos à nossa saúde que estão em jogo, estes produtos também afetam o meio ambiente e a iniciativa busca passar uma mensagem a respeito da importância de se fazer escolher conscientes no que se refere à preservação ambiental também. Ou seja, a importância de se optar por produtos considerados sustentáveis. As pesquisas que serviram de base para o projeto analisaram 15 cadeias produtiva de alimentos como: carne vermelha, peixes, hortaliças, cereais e leite e derivados para ver como os modos de produção impactam no meio ambiente. Os resultados irão compor um guia para a formulação de políticas públicas para alimentação no País.

Para a gerente de Sustentabilidade do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, Julie Duffus,“A alimentação também faz parte da experiência que as pessoas vão viver nos Jogos. Por isso, estamos felizes de trabalhar em parceria com a Rio Alimentação Sustentável, que vai nos ajudar a promover a sustentabilidade entre os produtores brasileiros. Já, de acordo com o Diretor de Estratégia Costeira e Marinha da Conservação Internacional – Brasil,Guilherme Dutra, “Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 serão uma chance para o Brasil aprimorar a estruturação das cadeias produtivas de alimentos saudáveis e sustentáveis no Rio de Janeiro e no Brasil. Esses alimentos terão visibilidade e poderão tornar-se mais acessíveis”, enfatiza.