Foto: Bruna Ribeiro (Indiaroba, Sergipe)

A Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) apresentou na quarta-feira (22) um documento com ações para dar visibilidade às crianças e adolescentes nas eleições de 2018. A ideia é estimular o debate dos candidatos.

“Mais que promessas: compromissos reais com a infância e a adolescência no Brasil” tem como objetivo mostrar aos candidatos seis prioridades e sugestões envolvendo os direitos da população com menos de 18 anos. O fundo lançou uma plataforma digital, em que os eleitores poderão dialogar diretamente com os postulantes aos governos estaduais e federal.

Segundo informações de reportagem divulgada no projeto Rede Peteca – Chega de Trabalho Infantil, de acordo com o Unicef, o objetivo da ferramenta é permitir que a população questione os candidatos sobre propostas que garantamos direitos e o bem-estar das crianças e dos adolescentes brasileiros.

Para participar, as pessoas interessadas só precisam acessar o site www.maisquepromessas.com.br e usar o WhatsApp, o Facebook Messenger ou o Twitter.

Prioridades

Ainda de acordo com a Rede Peteca – Chega de Trabalho Infantil, as prioridades apresentadas pelo fundo no documento são pobreza multidimensional, homicídios, educação, saúde infantil, nutrição e participação política dos adolescentes.

“As eleições de 2018 contam com 1,4 milhão de eleitores com menos de 18 anos – uma redução de 230 mil pessoas em relação ao número verificado em 2014. Diante do quadro, o Unicef pede que participação direta dos adolescentes e jovens seja assegurada na decisões de cada comunidade e nos programas com impactos na população mais jovem”, informou a matéria.

O enfrentamento da pobreza e a promoção da educação entre o público infanto-juvenil também aparecem no documento, como foco em políticas multissetoriais com orçamento integrado. Segundo a entidade, 61% das crianças e dos adolescentes brasileiros são pobres. Em 2015, 2,8 milhões de pessoas entre os quatro e os 17 anos estavam fora da escola.

Outro tema abordado pela Unicef são as causas da violência urbana, que mata 31 crianças e adolescentes por dia no país. “A ação pede que os futuros governantes se comprometam a acabar com a impunidade nos crimes e que ofereçam oportunidades para adolescentes em estado de vulnerabilidade social”, disse a reportagem da Rede Peteca.

Saúde

Ainda na matéria, o projeto citou que o fundo demanda a qualidade da atenção básica das famílias desde o pré-natal, visando combater as crescentes taxas de mortalidade infantil e a queda da cobertura de vacinas no país. A regulamentação no setor dos alimentos, de bebidas, da publicidade dirigida às crianças seria uma alternativa para combater a obesidade e a desnutrição nessa faixa etária.