Crédito: Tiago Queiroz / Rede Peteca – Chega de Trabalho Infantil

Em 2003, foi sancionada a Lei 10.639 que alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e inclui no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “história e cultura afro-brasileira”. Apesar da lei, infelizmente a regra não é cumprida em todas as escolas, mas deveria, pois o racismo é uma das causas da evasão escolar.

No Brasil, mais de 2 milhões de crianças e adolescentes estão fora da escola. Segundo o IBGE, quase metade dos homens negros, de 19 a 24 anos, não concluíram o ensino médio. Por isso quando falamos em universalização da educação, precisamos focar também nas relações raciais.

Quando se fala em educação para todos, não se discute com a mesma importância qual é essa educação. É preciso incentivarmos uma educação que dialogue com a história e a cultura africana e afro-brasileira, combatendo a evasão escolar do alunado negro, uma vez que ele passa a se sentir representado e cria uma identificação com a escola.

Precisamos propor uma educação que dialogue também com a herança de mais da metade da população. Assim como a história europeia, precisamos estudar as matrizes africana, asiática e indígena.