Certa vez Albert Einstein foi questionado sobre qual seria a pergunta mais importante que uma pessoa pode fazer em sua vida. Ele não falou sobre a relatividade e nenhuma outra teoria. Einstein simplesmente disse: O Universo é amigável?

Essa é uma das citações do documentário O Começo da Vida, com estreia prevista para o dia 5 de maio. O filme mostra a importância dos primeiros anos de vida de uma criança e como ela é formada a partir das interações com o meio, além da carga genética.

Durante três anos, a diretora Estela Renner viajou a nove países, em busca de histórias. “Quisemos costurar uma manta de sentimentos universais. Achamos importante trazer diversas etnias e classes sociais para mostrarmos que estamos na mesma humanidade”, disse Estela, em entrevista coletiva à imprensa, após a exibição do filme a jornalistas, nesta terça (26).

Objetivo atingido: a montagem mostra famílias ricas, pobres, do Brasil, Europa, África, Ásia – unidas pelo sentimento de dar às crianças o que elas precisam: amor. Mas como, em um mundo contemporâneo tomado pelo individualismo, escassez de tempo, pela pobreza e violência? Opiniões de especialistas renomados engrossam a discussão, na intenção de mostrar um caminho neste objetivo comum.

Segundo um dos produtores do filme, Marcos Nisti, a ideia é que a obra sirva de inspiração não apenas para as famílias, como também para o poder público se mobilizar na causa, uma vez que as dificuldades sociais interferem diretamente na saúde psicológica e física das mães, pais, cuidadores e crianças. “Queremos discutir não só os direitos da primeira infância e da família, mas os desafios da humanidade.”

Serviço

O documentário será exibido em 24 salas no circuito comercial, em todas as capitais do Brasil, a partir do dia 5 de maio. Também estará disponível na plataforma Videocamp e Netflix, sem data confirmada. O filme foi dublado em seis idiomas e legendado em 22 línguas.