Crédito: Tiago Queiroz / Rede Peteca – Chega de Trabalho Infantil

Com a pandemia do coronavírus, as escolas tiveram de buscar novas formas de ensino. No caso dos educadores que atuavam com famílias em vulnerabilidade social, o desafio se tornou ainda maior. Como trabalhar temas sociais e manter o vínculo, quando falta estrutura e até mesmo recursos básicos? As escolas têm um papel fundamental no combate ao trabalho infantil, violação que tende a crescer com a atual crise. Pensando nisso, a 

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Muitas vezes, é o professor quem identifica sinais como cansaço e baixo rendimento. Foi o que aconteceu com Soraya Freire de Oliveira, professora do quinto ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Thomas Meirelles, de Manaus (AM). Com 32 anos de profissão, ela despertou para o tema do trabalho infantil há 12 anos, ao notar que um aluno era vítima da exploração.

De acordo com Soraya, o menino tinha 13 anos e dormia todos os dias durante as aulas. Em uma roda de conversas, o garoto contou que acordava todos os dias às 3h30 para trabalhar. Às 4 horas saia com o pai até a padaria, onde o ajudava a fazer pães. Chegava de volta às 8 horas, dormia e acordava ao meio dia para almoçar. Em sala de aula, estava exausto.

A pedido da Rede Peteca, Soraya construiu os planos de aula a distância, parte de um material que também apresenta dicas de como identificar estudantes que sejam vítimas desta violação, a definição de trabalho infantil e suas causas e consequências. Em parceria com o Futura e com apoio pedagógico da Cartilha Pedagógica Pedra Papel Tesoura!, também foram publicados planos de aula presenciais.