unicef

“Se não vejo na criança uma criança, é porque alguém a violentou antes,
e o que vejo é o que sobrou de tudo que lhe foi tirado.
Essa que vejo na rua sem pai, sem mãe, sem casa, cama e comida,
essa que vive a solidão das noites sem gente por perto, é um grito, é um espanto.
Diante dela, o mundo deveria parar para começar um novo encontro, porque a criança é o princípio sem fim e o seu fim é o fim de todos nós.”

Essa reflexão de Betinho ficou na minha cabeça logo após o assassinato do menino de 10 anos em uma perseguição policial, após o furto de um veículo, na Zona Sul de São Paulo. Nesses momentos, é comum reverberar debates como a redução da maioridade penal. Mas quantas violências essa criança já sofreu para que fosse enfim morta pela polícia? Não seria ela uma vítima?

Antes de uma criança furtar um veículo, se envolver com o tráfico de drogas; antes de uma criança violar o direito de alguém, muitos de seus direitos já foram desrespeitados: o direito à vida, à educação, à saúde, alimentação, moradia… todos supostamente garantidos pelo ECA.

Nesta semana a Unicef traduziu tudo isso, em uma campanha comovente. Uma criança interage com pessoas em situações idênticas: em uma delas ela estava bem vestida e em outra, suja e mal cuidada. Como estamos cuidando de nossas crianças? O que você faria?