Batalha na Casa das Rosas, em 2018

Com a quarentena devido à pandemia do coronavírus, muitos eventos e encontros tiveram de se adaptar para a internet. O mesmo aconteceu com o Slam, que realiza a segunda edição de um campeonato de poesia online: o Slam Viral. Nos dias 6 e 7 de junho, a partir das 18h30, 16 poetas de todo o Brasil irão participar de uma batalha ao vivo, nesta página do Facebook. 

Slam é um movimento, uma batalha de versos que se firmou há dez anos como espaço de literatura nas periferias no Brasil. Ao final de cada apresentação, os jurados apresentam suas notas. De acordo com Chico Cesar, um dos organizadores do Slam Viral, é importante “entender que a poesia é um antídoto para combater os efeitos do isolamento causado pelo coronavírus”.

A primeira edição do Slam Viral foi realizada nos dias 3 e 5 de maio. Na segunda, já se inscreveram slams de nove estados, que estão realizando suas seletivas: Paraná, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Ceará, Juiz de Fora, Mato Grosso do Sul e Pernambuco.

A premiação dessa vez será em dinheiro: R$ 300,00 para quem ficar em primeiro lugar, R$ 200,00 e R$ 100,00 para segundo e terceiro. Quem ocupar o pódio vai garantir sua participação em um livro de poesias, além de uma vaga para a uma edição especial do Slam Viral, que acontecerá dias 1 e 2 de agosto, com participantes de países de língua oficial portuguesa (Lusófonos)

O mestre da cerimônia será o poeta, produtor cultural e organizador do Slam Viral Pahaliah, diretamente do Ceará. Também contará com a artista, rapper e poeta, Bixarte, que ficou em 4° lugar no Slam BR 2019, campeonato nacional de poesia falada.

Sobre o Slam

Conforme já postei aqui no blog, o Slam surgiu em 1984 em Chicago, nos Estados Unidos, fundado por Marc Smith. O poeta recebeu o apelido de Slam Papi. Ele organizava uma espécie de sarau e incentivava a performance, ao invés da leitura. Um dia fez a brincadeira de dar nota. A coisa foi ficando séria e se espalhou pelo mundo.

No Brasil, o Slam chegou em 2008, com o pioneirismo de Roberta Estrela D’Alva, ao fundar a Zona Autônoma da Palavra (ZAP!). Atualmente ela é apresentadora do programa Manos e Minas, da TV Cultura.

Os primeiros slams aconteciam em teatros ou bares. O da Guilhermina, por exemplo, foi o primeiro de rua. Aos poucos o movimento foi crescendo e começaram os torneios com etapas estaduais e depois nacionais, até surgir a Copa do Mundo dos Slams, que sempre acontece na França. Embora haja a presença de adultos mais velhos nos eventos, a presença marcante e o protagonismo são dos jovens, como um lugar de expressão.

Serviço

Slam Viral – 2ª edição
Dias 6 e 7 de junho, a partir das 18h30
Mestre de cerimônia: Pahaliah
Show: Bixarte
Tansmssão nas páginas facebook.com/slam.viral e facebook.com/centroculturalfcsn