A campanha Meninas Livres do Trabalho Infantil Doméstico, organizada pelo projeto Criança Livre de Trabalho Infantil, propõe uma reflexão a respeito do recorte racial e de gênero da violação. Segundo informações divulgadas pela campanha, os dados apontam que desde o pós-abolição, as mulheres e meninas negras continuaram na condição de trabalhadoras domésticas e são a maioria até hoje, no Brasil.

A iniciativa consiste na publicação de conteúdos nas redes sociais do projeto com dados, informações e reflexões a respeito do tema, além de reportagens e uma série de três lives, que se inicia na quinta (18), às 17h, com mediação de Clélia Rosa e participação de Juliana Teixeira, autora do livro Trabalho Doméstico, da coleção Feminismos Plurais, com coordenação de Djamila.

O encontro propõe uma conversa sobre as raízes históricas da violação e o racismo no Brasil. Nos próximos encontros, serão abordados os seguintes temas: o impacto da pandemia no trabalho infantil doméstico e a importância da educação antirracista no enfrentamento à violência.

A transmissão ocorrerá no Facebook e no Youtube do projeto.

Sobre o Criança Livre de Trabalho Infantil

O Criança Livre de Trabalho Infantil é um projeto fruto de uma parceria entre a Cidade Escola Aprendiz e o Ministério Público do Trabalho. Foi idealizado a partir dos debates promovidos junto ao MPT no Fórum Paulista de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, na perspectiva de análise da relação entre racismo e trabalho infantil e a compreensão da educação antirracista também como uma estratégia para o seu enfrentamento.