Modelos diferentes atraem consumidor em plena era digital; indiano transformou lente de câmera fotográfica em calendário

 

Com a multiplicação dos organizadores de compromissos virtuais, as agendas e calendários até poderiam ter saído de moda. Mas não saíram e ainda ganharam atrativos, digamos, artísticos. Há modelos feitos com técnica de dobradura e outros que viraram suporte para o trabalho de fotógrafos famosos e até peça de design.

calend__rio_lens.jpg

O artista indiano Sharad Haksar, por exemplo, transformou lente de máquina fotográfica em calendário. No lugar das medidas de distância, ele colocou dias, semanas e meses. A peça só é vendida por encomenda no site www.sharadhaksar.com. Custa US$ 2 mil.

 

Desenvolver calendário ou agenda diferente, que chame a atenção no mercado, virou um desafio para muitas empresas. Entre elas, a Mytton Williams, do Reino Unido, que todos os anos tem de pensar em novos produtos para seus clientes e chegou a fazer um calendário impresso em um conjunto de lápis de cor. Para cada mês, uma cor.

 

 

 

 

 

No Brasil, a Piglue Adesivos fez um máxi post it. Nele, é possível escrever os compromissos mais importantes e depois apagar. Tem forma de um balão de diálogo de histórias em quadrinhos e custa R$ 38. Já a Imaginarium bolou um calendário de parede com espaço para escrever as tarefas do dia (R$ 17,90).

 

 

 

 

 

 

O Instituto Moreira Sales optou por um sóbrio calendário de mesa, mas ilustrado com 24 fotos da fotógrafa alemã radicada no Brasil Hildegard Rosenthal (1913-1990), que faria cem anos em 2013.

 

 

 

 

 

 

 

Agenda clássica. O modelo tradicional de agenda também foi repaginado. “A minha funciona como um pequeno arquivo”, diz a psicopedagoga Babi de Faria. “Ela tem espaço até para guardar os cartões de visitas, as receitas médicas e as contas a pagar.” Babi está com ela sempre à mão. “Se roubassem minha agenda, o prejuízo seria maior do que se levassem a carteira”, exagera. Babi tem uma agenda de couro da Redfax (R$ 215,16 com refil).