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Quando Pedro Herz, proprietário da Livraria Cultura, escolheu a cadeira de seu escritório, ele seguiu a intuição e a lógica. Foi a uma loja, experimentou vários modelos, e comprou o mais confortável. “Para mim, cadeira é como sapato. Como gosto de longas caminhadas pela cidade, o calçado tem de ter o tamanho ideal e nunca causar desconforto”, diz Herz.
Apesar do empresário estar certo na comparação, há outros quesitos importantes que devem ser levados em conta. “O ser humano não foi feito para ficar tantas horas sentado. É uma posição que exige muito da coluna. O organismo gasta 40% mais energia do que quando está em pé ”, diz Alexandra Siqueira, coordenadora do Serviço de Fisioterapia do Hospital Universitário da USP, com especialização em ergonomia.
Dor no pescoço e na lombar, peso nos braços e uma canseira incompreensível são algumas queixas que a fisioterapeuta Viviane Ramos costuma escutar nas empresas. Especializada em Reprogramação Postural Global (RPG) e coordenadora de programas de saúde, ela dá algumas dicas que ajudam na hora da compra.
“Ao sentar, o quadril deve se acomodar no fundo da cadeira. E nessa posição, o encosto tem de oferecer um bom apoio à lombar. A cadeira mais adequada é aquela que respeita o formato de ‘s’ da coluna”, diz Viviane. “Se para acomodar as costas, no entanto, for necessário escorregar o quadril para frente do acento, a cadeira não serve.”
A Atec, distribuidor oficial das cadeiras Herman Miller – uma das principais empresas americanas de mobiliário para escritório– , vende apenas modelos ergonômicos. Entre os produtos, a cadeira Sayl. No lugar de um encosto convencional, há uma rede de silicone que se amolda a coluna do usuário. O tecido do acento não esquenta. E tem vários ajustes finos, como regulagem da altura dos braços e do acento – este ainda aumenta e diminuiu de comprimento. Custa R$ 2.996. Modelo da Giroflex que compete no mesmo nível da Herman Miller, a CP sai R$ 3.621.
Há opções mais convencionais e mesmo assim eficientes. </IP><IP9,0,0>Uma boa dica são as cadeiras da FM Escritório, que custam a partir de R$ 238. “Antes de fechar a compra, analise também a mesa”, diz Viviane. “Os braços da cadeira devem passar em baixo da mesa. Se não passar, serve para uma sala de reunião, e não para usar o computador.”

 

ONDE:

ATEC: tel.: (11) 3034-1800 OU (21) 2267-9795
FM ESCRITÓRIO: TEL.: (11) 3326-2965
GIROFLEX: TEL.: (11) 4193-8183

 

Fique atento as dicas da fisioterapeuta Viviane Ramos na hora de analisar a cadeira. 

Base: com 5 pés de apoio para maior estabilidade

Assento:  borda anterior com curvatura (arredondado) para baixo, deixando uma distância de aproximadamente 3 cm da curvatura posterior do joelho (fossa poplítea) para não comprometer a circulação e o retorno venoso.também deve ter ajustes de altura p/ permitir que a coxa fique em paralelo ao chão, e desta forma o peso corporal será distribuído adequadamente.

Apoio Lombar: precisa apresentar ajustes de altura e inclinação (independente dos ajustes do assento).A grande importância do apoio lombar é aliviar a tensão realizada pela musculatura, pois sem o apoio adequado há uma sobrecarga da musculatura e do peso sobre as vértebras lombares, podendo com o tempo gerar desconforto, dor e desgastes.

Apoio de braços: deve possuir ajustes de altura (e para obesos, pode necessitar de ajustes no sentido lateral).Atenção: os apoios de braços não devem ser usados como suporte constante.

MESAS

Altura: a maioria das mesas não possui regulagem de altura, isto gera um custo bastante elevado. Por isso, o que deve ser ajustado é a altura do assento da cadeira. E caso os pés não alcance o chão será necessário um apoio para os pés, para que as pernas não fiquem penduradas, o que causa compressão e comprometimento da circulação sanguínea nas pernas.

Lembrando: todos esses ajustes devem ser regulados individualmente, respeitando as condições posturais, físicas e as necessidades do posto de trabalho.