Lava-rápido de motos encravado no Bar do Santa

Inaugurado em julho do ano passado, o Bar do Santa era só mais um em meio a tantos no bairro boêmio da Vila Madalena, em São Paulo. O endereço ao lado do restaurante Santa Gula, no número 330 da Rua Fidalga, agora parece ter encontrado identidade. Ao menos nas tardes de sábado, não falta por ali um público bem particular: motociclistas. Os proprietários instalaram dentro do bar, para atrair o povo do vrum-vrum, um lava-rápido de motos, com paredes de vidro que permitem observar o cuidadoso processo de limpeza dos veículos-xodó. Mas há também casais e grupos de amigos.
Entre uma Harley Davidson e outra, dá para observar o caráter mais masculino do bar, que tem ainda duas mesas de sinuca oficiais. O salão com pé-direito alto revela paredes vermelhas, roxas e brancas, além de outras de tijolos aparentes. O piso é de cimento queimado e há estruturas de madeiras de demolição sobretudo na varanda com teto retrátil.
O cardápio é elaborado por Daniele Chamecki, mesma chef do Santa gula, com destaque para os bons pasteizinhos de queijo no quesito petiscos. O lugar vende com exclusividade, em São Paulo, o chope Baden Baden.
No restaurante, que conta com dez anos, modificações no cardápio devem ocorrer em breve. Mas a decoração do Santa Gula continua a apostar na mesma fórmula que caiu bem com a atmosfera despojada do bairro e era novidade uma década atrás. Tudo são antigos móveis, muitos dos quais coloridos, que estão ali em consignação. Assim, dá para comprar da cadeira em que se senta até um armário portentoso.


Santa Gula: dá para comprar tudo