Obra de Michel Kikoïne produzida em 1940

João Grinspum Ferraz conheceu no Brasil, meio por acaso, a obra de Michel Kikoïne. Gostou tanto do que viu que resolveu pesquisar mais a vida e a obra do judeu radicado na capital francesa. Com Modigliani, Chagall, Soutine e Pascin, o autor foi um dos principais artistas da “Escola de Paris”. A tal escola fez o movimento modernista reverberar pelas artes do mundo e, por extensão, do Brasil. Influenciou, por exemplo, nomes como Anita Malfatti, Vicente do Rego Monteiro, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Flávio de Carvalho e Ismael Nery. Emigrado para a capital francesa, Kikoïne parece ser, segundo se lê, dono de um expressionismo em que a liberdade gestual, a velocidade e as cores saltam à vista.
“Fui a Paris a passeio, em 2007, e conheci o filho dele, Yankel, então com 86 anos, que me forneceu vários livros”, conta o filho do arquiteto Marcelo Ferraz, de 26 anos, formado em relações internacionais, que logo pensou organizar uma mostra com os trabalhos do pintor. Resultado: com curadoria do rapaz, abre amanhã, e vai até 9 de agosto, uma exposição no Centro da Cultura Judaica, que contará com 27 obras de Kikoïne, entre óleos, aquarelas, guaches, desenhos e gravuras. Haverá ainda uma obra de Chaim Soutine e outra de Pinchus Kremegne, contextualizadas com a produção.
O endereço do é R. Oscar Freire, 1.o andar, São Paulo, SP. Grátis.


Kikoïne num café e uma obra de 1936/38