Rodrigo Reis, que aposta no design como sua área de atuação

Rodrigo Reis, que aposta no design como sua área de atuação

 

O publicitário Rodrigo Reis, de 32 anos, faz as primeiras experiências com design no seu estúdio 78. Tal interesse tem motivo: ele é aluno do segundo ano de Design de Interiores da Escola Panamericana, embora não pretenda se dedicar à decoração.

“Meu apartamento vira um laboratório”, conta o moço, que vive criando peças para turbinar o imóvel de 87 m² na Rua Barão de Limeira, em São Paulo  — e, de quebra, oferecê-los ao mercado. A idéia é chegar a “soluções criativas para o cotidiano a partir de formas simples e materiais diversos”.

Os desenhos são, por exemplo, de luminárias, que batiza de acordo com o número de lâmpadas empregado em cada uma. A 01 é de alumínio, em cores diversas, com base de pinus. Esse elemento permite que seja usada como arandela, na parede, ou sobre um móvel. Custa R$ 200. De mesa, a 06 tem estrutura de pinus e soquetes coloridos para lâmpadas do tipo bola. Sai por R$ 350. Ambos os casos parecem resultar divertidos.

Além de variações desses conceitos, o designer acaba de pensar numa mesa de pinus – material de que gosta bastante – para servir de divisória entre a cozinha e área social do apê.

Curioso é que Rodrigo não pretende enfrentar um curso superior de Desenho Industrial depois de se formar, no ano que vem. “Acho que não aguentaria mais a vida acadêmica”, pondera ele, que curte os trabalhos de profissionais irrequietos como o espanhol Jaime Hayon e o holandês Marcel Wanders. “Mais importante é a criatividade. Se tiver alguma questão técnica de difícil solução no desenvolvimento de algum projeto, contrato um especialista.” Bem, há que se respeitar essa opção.

 

A simpática luminária 06 lembra uma caixa de ovos

A simpática luminária 06 lembra uma caixa de ovos

 

Duas peças metálicas e base de madeira compõem a luminária 01

Duas peças metálicas e base de madeira compõem a luminária 01