Já são 41 os restaurantes relacionados no blog Orgânicos no Prato e que servem, em seus cardápios, alimentos orgânicos. Eles estão na capital paulista, a maioria nas zonas sul e oeste. Alguns deles estão próximos de bater nos 100% de ingredientes orgânicos oferecidos à clientela, como o Le Manjue Organique. Outros já começam a incluir pelo menos saladas cultivadas organicamente. Parte deles é um misto de restaurante e empório, como o Apanã, e há até os que optam por um cardápio no qual os ingredientes são produzidos – também sob os preceitos da agroecologia – pelo próprio dono do restaurante, como o Recanto Vegetariano.

Há os de comida indiana (Maha Mantra), japonesa (com shoyu fermentado naturalmente, como o japonês DO), vegana (GOA), caseira, e também os que privilegiam produtos provenientes da agricultura familiar e próximos da sua região de atuação. Caso do Restaurante da Marlene, na zona sul, que oferece à freguesia um delicioso suco de cambuci orgânico.

Nesse “de tudo um pouco” dos restaurantes, algo os une: todos têm ingredientes orgânicos no cardápio.

A relação desses 41 restaurantes está sendo lançada pelo Instituto Kairós – Ética e Atuação Responsável, como parte de um projeto desenvolvido com apoio e financiamento da Oxfam Internacional.

No blog Orgânicos no Prato, um mapa indica onde está cada um desses estabelecimentos e, clicando em seus respectivos nomes, aparece um resumo do perfil do local, com o tipo de comida que serve e onde estão os ingredientes orgânicos, além endereço, site e telefone para contato.

Para fazer esta lista, o pessoal do Kairós conversou com mais de 200 restaurantes, entre naturais, vegetarianos, veganos, slow food, “por quilo” e também os da alta gastronomia. “Percebemos que não existe um nicho específico para os produtos orgânicos. Em todos os tipos de serviço há quem se importe com a qualidade do produto, incluindo a forma e o meio de cultivo, assim como há quem só se importe com o preço, não estando aberto a fazer adaptações no cardápio”, indica o pessoal do Kairós.

Além disso, informam que um dos desafios desses restaurantes é fazer o cliente entender que nem todos os produtos estão disponíveis o ano todo, já que os orgânicos respeitam a sazonalidade dos alimentos e o ritmo da natureza. “Para superar esses desafios, é fundamental a educação dos consumidores e o planejamento dos restaurantes e consumidores”, diz o Kairós, que pretende, com o projeto, também estimular a cadeia produtiva familiar e orgânica.

Outro ponto em comum apurado pelo Kairós é a opção consciente desses restaurantes “por produtos de qualidade superior e pelo apoio a um modo de produção mais coerente com a saúde das pessoas e do ambiente”.

Ou seja: já clicou no blog para matar a fome orgânica e saudavelmente no restaurante mais próximo da sua casa?