Barba e bigode fazem parte do look masculino desde a Idade Antiga e ainda agradam a atual geração Millennials. De símbolo de poder e virilidade, tornaram-se ícones de estilo e vaidade. Pensando nessa longa timeline dos pelos faciais, trazemos uma galeria que apresenta a evolução dos barbados nos últimos cem anos. Confira.

Década 1910: nesse período os bigodes exuberantes dominaram os rostos. Suas curvas acentuadas são reflexo do pensamento da época, pautado na cultura do divertimento e na valorização das formas orgânicas da natureza, conforme inspirava a Art Nouveau. Chamado hoje de old-fashioned é um bigode adorado pelos fashionistas. O seu formato, aliás, é praticamente um símbolo universal quando nos referimos ao termo bigodes.

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Década 1920: após a Primeira Guerra Mundial, os homens adquiriram o hábito de se barbear como um ato de limpeza depois de dias sem acesso a higiene pessoal (as lâminas passaram a ser facilmente compradas no comércio). Até as mulheres começaram a se depilar nesse período. Assim, os bigodes praticamente sumiram, ficando restritos a elite e marinheiros.

Década 1930: como uma continuação dos abastados bigodes da virada do século entram em cena discretos bigodes. O visual masculino nessa década contava com um ar mais blasé, pegando carona no sucesso dos filmes Hollywoodianos. Clark Gable, astro de E o vento levou (1939), encabeçava a lista de celebridades mais copiadas no período.

À esquerda Clark Gable. À direita uma releitura moderna.

Década 1940: quase sumido na época da Segunda Guerra Mundial (já que a referência principal era a militar, de cara limpa, e a escassez de recursos limitava o uso de navalhas), o bigodinho ainda encontrava adeptos no início da década, mas caiu em desuso, também por conta da impopularidade de Adolf Hitler, o líder nazista cujo bigode tornou-se seu símbolo.

Década 1950: durante os Anos Dourados o rosto masculino permanece quase totalmente liso, com exceção das longas costeletas que caíram no gosto dos jovens graças à grande influência do Rei do Rock, Elvis Presley.

Elvis Presley Fotos: compartilhadas via Pinterest

Década 1960 e 1970: a explosão da contracultura – que aconteceu mais para o fim da década de 1960 – foi inspirada pela cultura hippie e artistas libertários como os Beatles, Barry White, The Beach Boys e Jim Morrison (The Doors) que usavam barbas completas. Essas referências resgataram os cabelos longos e as barbas cheias para o dia a dia do homem, já que a herança de rostos limpos das décadas passadas tornou-se sinônimo de conservadorismo e, por isso, era negada.

Paul McCartney

Década 1980: exagero e ostentação foram marcas registradas do período, que trouxe os já estabelecidos punks ao cenário mainstream – que, mais tarde, inspirou o nascimento do rock alternativo. Freddie Mercury e o grupo Village People são os maiores ícones bigodudos da época.

Década 1990: o rock alternativo foi absorvido pela juventude e deu vazão aos cabelos desgrenhados, camisas xadrezes e barbas por fazer no mais perfeito estilo grunge, que encontrou apoio da televisão para sua disseminação. Kurt Cobain, do Nirvana, tornou-se o arquétipo do cara rebelde dos anos 1990.

Kurt Cobain

Anos 2000: a primeira geração nascida e criada em meio à Internet repercutiu a absorção de referências da cultura pop sem precedentes na história. Como os ídolos teen viveram seu auge nessa época, as barbas ficaram um pouco sumidas dos rostos dos mais jovens. Entre os ídolos, destacaram-se as boy bands, as estrelas do futebol e os metrossexuais (que pareciam ter aversão a qualquer tipo de pelo corporal).

David Beckham, em 2005: símbolo do metrossexualismo da década.

Anos 2010: quem ganha relevância nesse contexto cibernético é o estereótipo do lumbersexual com sua barba cada vez mais comprida e cheia. A capacidade de misturar estilos, como o retrô e o moderno, formatam um homem muito vaidoso, porém viril, se adequando aos diferentes estilos (e gostos) da vida moderna.

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*Contribuiu Grecin, marca líder mundial em coloração masculina instantânea.