Marlon Teixeira para coleção Água de Coco para C&A Foto: Divulgação

O mercado de modelos tem passado por uma verdadeira resolução nos últimos anos. Primeiro veio o movimento a favor da real beleza da mulher, dando espaço para curvas e medidas mais generosas. O plus size tomou a cena, organizou semanas de moda pelo mundo, conquistou capa e editoriais nas revistas mais importantes da moda (como a Vogue italiana) e até elegeu o seu esquadrão da beleza, encabeçado pela brasileira Flúvia Lacerda.

Apesar de menor visibilidade na mídia de massa, o segmento de modelos masculinos tem crescido proporcionalmente mais do que qualquer outro. De acordo com o site The Business of Fashion, o ritmo de crescimento do mercado de consumo masculino é quase o dobro do feminino, ou seja, o aumento da demanda por produtos, principalmente no segmento de luxo, tem obrigado as marcas a encontrar rostos que melhor representem a sua identidade para construírem campanhas, editoriais e desfiles mais identitários para o público final.

Está aí uma oportunidade para você, meu amigo, que sempre ouviu “por que você não vira modelo?”. Celebridades já não atendem mais as exigências, já que são cheias de restrições com o tempo, com as atividades, com sua imagem e exigem cachês surreais. Um bom modelo, por essência, é instrumento à disposição do cliente, facilitando o trabalho e atingindo o resultado esperado.

E o que tem mudado no mercado masculino?

Primeiro é o perfil comercial do modelo masculino de passarela. Na última década migrou da figura mais musculosa e viril, para uma imagem mais angelical, juvenil e, por vezes, até andrógena, como é o caso do Francisco Lachowski. Mas há, cada vez mais, espaço para a diversidade, como é o caso dos modelos mais maduros. Jorge Gelati desfila desde os 19 anos e continua na atividade, no auge dos seus 49 anos.

Francisco Lachowski (à esq.) e Jorge Gelati

Mas, quando o assunto é propaganda, as marcas ainda preferem rostos mais expressivos e maduros. Os modelos brasileiros, aliás, têm ganhado cada vez mais importância no exterior, ainda que os cachês não sejam equiparados aos das mulheres (aproximadamente 1/3).

Segundo é a exigência. Querer conciliar outra carreira com a de modelo não dá mais, os trabalhos surgem nos mais variados dias e horários. Você tem que estar sempre disponível e flexível para testes e casting.

E terceiro, diversos nomes nacionais aparecem nos principais trabalhos internacionais, são eles Evandro Soldati, Michael Camiloto, Max Motta, Francisco Lachowski, Marlon Teixeira e Thiago Santos. E, anualmente, novos nomes surgem com força, como é caso de Nicholas Costas, Lucas Cristino, André Bona, Alexandre Cunha, Diego Fragoso, Lucas Pacheco, Lucas Mascarini, Ricardo Figueiredo entre outros. É um mercado em franca expansão!

Marlon Teixeira é o nosso top número 1 no Brasil e um dos dez melhores modelos do mundo.  Só em campanhas de perfumes (as que melhor remuneram e dão visibilidade internacional) ele esteve recentemente em três: 212 VIP Rosé da Carolina Herrera junto com Gisele Bündchen; Just Cavalli For Her ao lado de Georgia May Jagger e Instinct, da Avon, com a atriz Megan Fox. A campanha em vigor é para Jimmy Choo Man.

Evandro Soldati é outro nome importante. Presente em campanhas de grande alcance, como da rede H&M, deixou ser um modelo anônimo e passou a ter seu nome vinculado aos anúncios. Soldati foi ainda além, assinou uma linha exclusiva de óculos para Vogue Eyewear.

Evandro Soldati em campanha para H&M

Ficou curioso? Então procure uma agência de renome e faça um teste. Quem sabe você não muda de profissão esse ano ainda?!