Terremoto interrompe entrevista ao vivo em TV curda

Redação - O Estado de S. Paulo

Abalo de magnitude 7.3 já deixou mais de 400 mortos e 6 mil feridos

À esquerda, o entrevistado Ismail Namiq, do movimento curdo no Iraque, e à direita, Hiwa Jamal, jornalista 

À esquerda, o entrevistado Ismail Namiq, do movimento curdo no Iraque, e à direita, Hiwa Jamal, jornalista  Foto: Reprodução de Rudaw Tv News (2017)

Um vídeo de uma entrevista ao vivo em uma rede de televisão curda nesta segunda-feira, 13, captou o momento em que um terremoto atingiu a região. 

A entrevista ia ao ar na emissora Rudaw TV News. Um repórter da rede, Hiwa Jamal, diretamente de Erbil, no nordeste do Iraque, conversava com Ismail Namiq, membro do parlamento pelo Gohan, movimento curdo, que estava em Sulaymaniyah, também na mesma região.

O jornal britânico The Guardian traduziu o diálogo entre o jornalista e o convidado. Segundo a tradução, o repórter diz: “Acho que há um terremoto acontecendo em Sulaymaniyah?” O convidado responde: “Há um terremoto aqui, vou ter que ir lá para fora, desculpe.” Logo depois, ele se retira em meio aos tremores.

“Há um terremoto acontecendo em Sulaymaniyah agora”, afirma o repórter. “Espero que todas pessoas de Sulaymaniyah estejam a salvo. Também há um terremoto em Erbil. Espero que meu convidado esteja a salvo”, continua ele na transmissão ao vivo, cuja imagem também balança em função do abalo sísmico.

“Há um terremoto aqui, posso senti-lo. É muito forte, sem dúvida. Aqui em Erbil e Sulaymaniyah”, afirma o jornalista. O terremoto de magnitude 7.3 pontos na escala Richter teve como epicentro a cidade de Ezgeleh, no oeste do Irã, próximo à fronteira com o Iraque e a cerca de 217 quilômetros de Bagdá, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos. O número de mortos passa de 400 e estima-se que mais de 6 mil pessoas ficaram feridas, segundo agência de notícias iraniana, Irna.