'Não podemos brincar com a democracia', diz Marcelo Tas

Redação - O Estado de S.Paulo

Jornalista compartilhou lembranças da profissão e falou dos planos futuros no 'The Noite' desta segunda-feira, 9

Jornalista Marcelo Tas

Jornalista Marcelo Tas Foto: Silvana Garzaro/Estadão

Se enganou quem pensou que Marcelo Tas ficaria parado após deixar o programa Papo de Segunda, no GNT. O jornalista se prepara para dar aulas e vai voltar à televisão aberta a partir deste fim de semana.

“A partir dessa semana eu vou estar em um quadro no programa do meu querido Sérgio Groisman [Altas Horas]. Vou compartilhar com a plateia dele um pouco das minhas travessuras profissionais”, disse em entrevista a Danilo Gentili no The Noite desta segunda-feira, 9.

Durante a entrevista, Tas também relembrou sua época de CQC, programa que em 2018 completa dez anos de sua estreia, e afirmou que ainda mantém contato esporádico com os colegas da atração.

“Hoje seria legal ter um programa com a liberdade do CQC, mas não sei se teria emissora com coragem pra botar no ar. É um momento muito polarizado e a gente só vai poder sair dessa se todo mundo puder ser ouvido”, opinou.

O jornalista, que passou pela ditadura militar brasileira, vê com cautela o cenário político atual: “Não podemos querer que a política não exista, aí é que está a roubada. A democracia é uma coisa muito frágil. Vivi uma época em que eu e o Fernando Meirelles, no dia de cobrir a votação das Diretas Já, fomos levados para uma sala escura pela ditadura. A gente não pode brincar com a democracia”.

O programa The Noite com Danilo Gentili vai ao ar nesta segunda-feira, 9.